9.8.12
Mais uma foto da cratera Gale
09-08-2012
A imagem acima, foi feita no dia 8 de Agosto de 2012, às 04:05:05 da
manhã, hora de Brasília, pela câmera NAVCAM, esquerda a bordo do veículo
robô Curiosity e mostra o interior da cratera Gale, local de pouso do
veículo e ao fundo pode-se ver parte do Mount Sharp, destino primário da
missão MSL.
Créditos: MSL
Observando o Monte Sharp!
09-08-2012
A imagem acima foi feita pelo veículo robô Curiosity, da NASA, e mostra o
que se localiza na frente do veículo, e que ao mesmo tempo é o
principal objetivo científico da missão, o Mount Sharp. A sombra do
veículo pode ser vista em primeiro plano, e as bandas escuras além do
veículo são as dunas da região. Se erguendo à distância está o pico mais
alto do Mount Sharp, a uma altura aproximada de 3.4 milhas, mais alto
que o Monte Whitney, na Califórnia. A equipe do robô Curiosity, espera
dirigir o veículo até a montanha para investigar suas camadas
inferiores, onde os cientistas já identificaram pistas sobre mudanças
ambientais. A imagem acima foi registrada pela Câmera Hazard-Avoidance
frontal, do Curiosity, em resolução completa pouco tempo depois do seu
pouso no Planeta Vermelho. Essa imagem foi linearizada para remover as
distorções apresentadas nas imagens obtidas com lentes do tipo olho de
peixe.
Créditos: NASA
Uma roda em Marte
09-08-2012
Uma roda presa ao robô Curiosity da NASA, aparece na imagem acima
firmemente presa ao solo marciano, nessa que foi uma das primeiras
imagens enviadas pela missão Mars Science Laboratory, e registrada após o
pouso realizado com sucesso, no dia 6 de Agosto de 2012, às 2:32 da
manhã, hora de Brasília. Observada na parte inferior direita da imagem,
obtida com a câmera olho de peixe e de grande angular Hazard Avoidance, a
roda traseira esquerda do robô tem 50 centímetros de diâmetro. Parte de
um dos cabos da câmera é visível coberto de poeira no canto direito,
enquanto que na parte superior esquerda da imagem é possível ver a fonte
de energia RTG do robô. Observando as rochas de Marte na direção do
Sol, as distantes colinas observadas na parte direita, fazem parte do
anel da Cratera Gale, e estão a aproximadamente 20 km de distância do
local de pouso do veículo robô Curiosity. Imagens de mais alta resolução
e coloridas são esperadas no final dessa semana, quando o mastro do
robô carregando câmeras de alta resolução será erguido e colocado em
funcionamento.
Créditos: APOD
Créditos: APOD
A primeira imagem colorida do solo marciano feita pelo Curiosity
09-08-2012
Essa imagem mostra a paisagem ao norte do veículo robô Curiosity da
NASA, e foi adquirida pela Mars Hand Lens Imager (MAHLI) na tarde do
primeiro dia de estadia do veículo em seu local de pouso. A equipe chama
esse dia de Sol 1, que é o primeiro dia de operações em solo marciano. O
Sol 1 para o Curiosity foi dia 6 de Agosto de 2012. À distância, a
imagem mostra a parede norte e o anel da Cratera Gale. A imagem tem essa
aparência barrenta, pois a cobertura removível de poeira da MAHLI está
aparentemente coberta com poeira soprada na câmera durante a parte final
da descida do veículo. Imagens feitas sem a cobertura de poeira são
esperadas de serem adquiridas durante a checagem do braço robótico nas
próximas semanas. A MAHLI está localizada numa torre no final do braço
robótico do Curiosity. No momento em que a imagem do Sol 1, da MAHLI foi
adquirida, o braço robótico estava na sua posição recolhida. O braço
robótico do Curiosity se encontra nessa posição desde o dia em que o
veículo foi empacotado para o lançamento, ocorrido em 26 de Novembro de
2011. A MAHLI tem uma cobertura de poeira transparente. Essa imagem foi
adquirida com essa cobertura fechada. A cobertura irá se abrir num
período de até uma semana após o pouso. Quando o braço robótico, a torre
e a MAHLI estão na posição recolhida, a MAHLI está numa posição
rotacionada de 30 graus com relação ao deck do veículo. A imagem da
MAHLI mostrada acima, foi rotacionada para corrigir essa inclinação, de
modo que o céu marciano está para cima e o solo do Planeta Vermelho para
baixo. Quando o braço robótico, a torre e a MAHLI estão recolhidos, a
MAHLI está olhando para o lado esquerdo do veículo robô. Como se
estivesse na janela de um automóvel olhando a paisagem. A principal
proposta da câmera MAHLI do veículo Curiosity, é adquirir imagens
detalhadas e de alta resolução das rochas e do solo no campo de estudo
do veículo na cratera Gale. A câmera é capaz de focar qualquer alvo a
uma distância desde 2.1 centímetros até o infinito. Isso significa que
ela pode, como mostrado acima, obter belas imagens da paisagem marciana.
Créditos: NASA
6.8.12
Robô Curiosity pousa em Marte
06-08-2012
O jipe Curiosity pousou na superfície de Marte por volta de 2h33 desta
segunda-feira (6) em Brasília, segundo a Agência Espacial dos Estados
Unidos, a Nasa, ao término de uma viagem de 567 milhões de
quilômetros. A missão, que investiu cerca de US$ 2,5 bilhões (mais de R$
5 bilhões) no projeto que pretende buscar provas de vida no planeta
vermelho, foi declarada completa e um sucesso um minuto depois. O
presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, qualificou de 'feito
histórico' a chegada a Marte. "Este é um triunfo da tecnologia sem
precedentes", acrescenta o comunicado presidencial, para quem esta
missão prova que inclusive as coisas mais difíceis não resistem ao
engenho humano. A Nasa confirmou que a nave, de uma tonelada, pousou na
cratera Gale após uma complexa manobra durante o qual se denominou 'sete
minutos de terror' desde sua entrada na atmosfera marciana. 'Estou
inteiro e a salvo na superfície de Marte', diz uma mensagem no blog da
Nasa, que deu lugar a uma comemoração com aplausos e abraços entre o
pessoal de sala de controle do Laboratório de Propulsão em Pasadena,
Califórnia. Controladores da missão do Laboratório de Propulsão em
Pasadena, Califórnia, festejaram o pouso durante pelo menos 10 minutos.
Eles gritaram de alegria e se abraçaram. Tal como havia sido planejado, a
cápsula abriu um gigantesco paraquedas para frear a queda. A cerca de
20 metros do solo, um sistema baixou o Curiosity, que abriu suas seis
pernas de rodas e iniciou sua aventura em Marte. A poucas horas de tocar
a superfície de Marte, ainda no domingo (5), o portal de internet da
Nasa informou que o jipe Curiosity estava com "boa saúde". O veículo vai
analisar o solo em busca de informações sobre vida. O objetivo é
determinar se, em algum momento, o planeta já reuniu as condições
necessárias para habitação. Lançado em 26 de novembro de 2011, o
Curiosity vinha provocando "fortes emoções no Laboratório de Propulsão
de Jatos (da Nasa), em Pasadena, Califórnia", segundo descreveu o texto
do site da agência. "O entusiasmo vai crescendo enquanto a equipe está
diligentemente monitorando a nave (que transporta o robô)", afirmou
comunicado oficial o chefe do laboratório, Brian Portock. Quando o
Curiosity entrou na atmosfera de Marte, começou a fase que a Nasa chamou
de "sete minutos de terror". Isso, porque a atmosfera de Marte é bem
menos densa que a da Terra, o que torna mais difícil frear uma nave lá
do que aqui. A entrada na atmosfera aconteceria a uma velocidade de 20
mil km/h. O veículo deve executar a primeira fase de sua missão em 98
semanas, mas a expectativa é que continue suas pesquisas por cerca de
uma década. Geradores de plutônio têm capacidade de fornecer calor e
eletricidade por pelo menos 14 anos para a missão. É um sistema de
geração de energia diferente do de outras missões que contaram com
painéis para geração de energia solar. O robô está equipado com
ferramentas que podem, entre outras coisas, perfurar rochas e coletar
amostras de materiais do planeta. Os estudos do robô começarão em uma
montanha localizada no interior da cratera. Ele irá subir a montanha e
estudará as pedras ali sedimentadas ao longo de bilhões de anos. O
veículo buscará indícios de substâncias que possam ter sido propícias à
vida em Marte. Indícios da presença de água no passado de Marte foram
detectados em estudos anteriores, feitos a partir de imagens do local.
Créditos: G1
21.7.12
20 Astrônomos brilhantes que mudaram nossa visão do universo
21-07-2012
Pense nisso: se não fossem por grandes cientistas, astrônomos que muitas vezes dominam vários campos da ciência, nós acreditaríamos em muito mais coisas sobrenaturais do que hoje.
Alienígenas seriam uma explicação ainda mais comum para qualquer fenômeno que agora já entendemos bem.
Por terem iluminado nosso conhecimento e nos mostrado o mundo como ele realmente é, aqui fica nossa homenagem a grandes mentes que passaram pela Terra:
1 – Eratóstenes
Numa época em que a maioria das pessoas pensava que o mundo era plano, o matemático, astrônomo e geógrafo grego Eratóstenes (276 aC -195 aC) usou o sol (na verdade, as sombras que ele causa) para medir o tamanho da Terra e concluir que ela era redonda. Sua medida (39.690 km) estava apenas 340 km errada em relação à verdadeira medição.
2 – Ptolomeu
O antigo astrônomo e matemático grego Cláudio Ptolomeu (90 dC – 168 dc) criou um modelo do sistema solar em que o sol, as estrelas e outros planetas giravam em torno da Terra. Conhecido como o sistema de Ptolomeu, foi reconhecido como o correto por centenas de anos, embora estivesse errado. Ainda assim, esse grande cientista foi considerado o primeiro “cientista celeste” e tem colaborações em matemática, astrologia, astronomia, geografia, cartografia, óptica e teoria musical. Sua obra mais conhecida é o Almagesto (que significa “O grande tratado”), um tratado de astronomia que reúne os trabalhos e observações de Aristóteles, Hiparco, Posidônio e outros, com tabelas de observações de estrelas e planetas e com um grande modelo geométrico do sistema solar, baseado na cosmologia aristotélica.
3 – Abd al-Rahman al-Sufi
O astrônomo persa Abd al-Rahman al-Sufi (903 dc – 986 dc), ou Azophi para os ocidentais, fez a primeira observação conhecida de um grupo de estrelas fora da Via Láctea, a galáxia de Andrômeda. Sua obra o “Livro das Estrelas Fixas” permitiu à astronomia moderna fazer comparações úteis na pesquisa das variações do brilho das estrelas.
4 – Copérnico
No século 16, na Polônia, o astrônomo Nicolau Copérnico (1473 – 1543) propôs um modelo do sistema solar em que a Terra girava ao redor do sol. O modelo não era totalmente correto, já que os astrônomos da época ainda tinham dificuldade em determinar a órbita de Marte, mas acabou mudando completamente a nossa visão do sistema solar. O pai da astronomia moderna revolucionou o pensamento ocidental ao tirar o homem do centro do universo (antropocentrismo), e por isso foi considerado um herege pela Igreja.
5 – Kepler
Usando medições detalhadas do caminho dos planetas feitas pelo astrônomo dinamarquês Tycho Brahe, Johannes Kepler (1571 – 1630) determinou que os planetas viajavam ao redor do sol em elipses, não círculos. Para chegar a essa descoberta, ele calculou três leis que envolvem os movimentos dos planetas, que os astrônomos usam em seus próprios cálculos até hoje. Kepler agora é o nome de uma sonda, um observatório espacial projetado pela NASA que procura planetas extrassolares.
6 – Galileu
Nascido na Itália, Galileu Galilei (1564 – 1642) é muitas vezes creditado com a criação do telescópio óptico, embora na verdade ele tenha apenas melhorado modelos existentes. O astrônomo, físico, matemático e filósofo usou a nova ferramenta de observação para descobrir as quatro luas principais de Júpiter (hoje conhecidas como luas de Galileu), bem como os anéis de Saturno. E, apesar de um modelo da Terra girando em volta do sol ter sido primeiramente proposto por Copérnico, levou algum tempo para a teoria ser amplamente aceita, e Galileu é mais conhecido por defendê-la. Galileu acabou sob prisão domiciliar no final de sua vida por causa disso.
7 – Christiaan Huygens
O físico e astrônomo holandês Christiaan Huygens (1629 – 1695) propôs a primeira teoria sobre a natureza da luz, um fenômeno que intriga cientistas há centenas de anos. Suas melhorias no telescópio lhe permitiram fazer as primeiras observações dos anéis de Saturno e descobrir sua lua Titã. Huygens também criou a teoria sobre o estudo da luz e cores descobrindo que, por meio da luz, seria possível a ocorrência de fenômenos de propagação como refração e reflexão.
8 – Newton
Com base no trabalho de quem veio antes dele, o astrônomo inglês Sir Isaac Newton (1643 – 1727) é mais famoso por seu trabalho sobre forças, especificamente a gravidade (quem lembra da história da maçã?). Ele calculou três leis que descrevem o movimento das forças entre objetos, conhecidas hoje como leis de Newton.
9 – Einstein
No início do século 20, o físico alemão Albert Einstein (1879 – 1955) tornou-se de um dos mais famosos cientistas do mundo, depois de propor uma nova maneira de olhar para o universo além da compreensão atual. Einstein sugeriu que as leis da física são as mesmas em todo o universo, que a velocidade da luz no vácuo é constante, e que o espaço e o tempo estão ligados em uma entidade conhecida como espaço-tempo, que é distorcida pela gravidade.
10 – Hubble
O astrônomo americano Edwin Hubble (1899 – 1953) calculou que uma bolha pequena no céu existia fora da Via Láctea. Antes de suas observações, a discussão sobre o tamanho do universo era dividida quanto à possibilidade ou não de existir apenas uma galáxia. Hubble determinou também que o universo estava se expandindo, um cálculo que mais tarde ficou conhecido como lei de Hubble. Suas observações de várias galáxias levaram a criação de um sistema padrão de classificação usado até hoje. Um dos telescópios espaciais mais famosos do mundo leva seu nome, o Telescópio Espacial Hubble, apontado para o céu com o objetivo de estudar o universo.
11 – Hawking
Stephen Hawking (1942 - 2018) fez muitas descobertas significativas no campo da cosmologia. Ele propôs que, como o universo tem um começo, provavelmente também terá um fim. Hawking acredita que o mundo não tem nenhum limite ou fronteira. Apesar de ser visto como uma das mentes mais brilhantes desde Einstein, muitos dos livros de Hawking são adaptados e direcionados para o público em geral, já que ele procura educar as pessoas sobre o universo.
12 – Cassini
O astrônomo italiano Giovanni Cassini (1625 – 1712) mediu o tempo que leva para os planetas Júpiter e Marte girarem, além de descobrir quatro luas de Saturno e as diferenças nos anéis do planeta. Quando a NASA lançou um satélite para orbitar Saturno e suas luas em 1997, ele foi apropriadamente chamado de Cassini.
13 – Halley
Edmond Halley (1656 – 1742) foi o cientista britânico que analisou os avistamentos de cometas históricos e propôs que o cometa que apareceu em 1456, 1531, 1607 e 1682 era o mesmo, e que voltaria em 1758. Apesar de ter morrido antes de poder dizer “eu estava certo!”, ele estava mesmo certo, e o cometa foi nomeado em sua honra.
20 – Carl Sagan
O astrônomo americano Carl Sagan (1934 – 1996) pode não ter sido um grande cientista em comparação com outros dessa lista, mas é um dos mais famosos astrônomos por ter feito importantes estudos científicos nas áreas de ciência planetária, e principalmente por ter popularizado a astronomia mais do que qualquer outro indivíduo. Seus programas de TV e derivados atraíam muitos telespectadores interessados.
Bônus: Rodney Gomes
A astronomia tem crescido bastante no Brasil. Somos capacitados a construir instrumentos de classe mundial, somos o único país em desenvolvimento que tem acesso a telescópios de 8 e 4 metros, e um dos poucos países no mundo com acesso a esse tamanho de telescópios em ambos os Hemisférios. Também somos o único país não europeu a fazer parte do Observatório Europeu do Sul, uma organização intergovernamental de pesquisa em astronomia, composta e financiada por quinze países.
Não podemos citar grandes cientistas brasileiros que mudaram completamente a visão do universo, mas muitos merecem uma menção honrosa. Recentemente, um astrônomo brasileiro, Rodney Gomes, mudou o rumo da busca por evidências de um planeta no limite de nosso sistema solar. No Observatório Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro, ele descobriu que as órbitas irregulares de pequenos corpos gelados além de Netuno implicam que um planeta quatro vezes maior que a Terra está girando em volta do nosso sol nas bordas do sistema solar.
Pense nisso: se não fossem por grandes cientistas, astrônomos que muitas vezes dominam vários campos da ciência, nós acreditaríamos em muito mais coisas sobrenaturais do que hoje.
Alienígenas seriam uma explicação ainda mais comum para qualquer fenômeno que agora já entendemos bem.
Por terem iluminado nosso conhecimento e nos mostrado o mundo como ele realmente é, aqui fica nossa homenagem a grandes mentes que passaram pela Terra:
1 – Eratóstenes
Numa época em que a maioria das pessoas pensava que o mundo era plano, o matemático, astrônomo e geógrafo grego Eratóstenes (276 aC -195 aC) usou o sol (na verdade, as sombras que ele causa) para medir o tamanho da Terra e concluir que ela era redonda. Sua medida (39.690 km) estava apenas 340 km errada em relação à verdadeira medição.
2 – Ptolomeu
O antigo astrônomo e matemático grego Cláudio Ptolomeu (90 dC – 168 dc) criou um modelo do sistema solar em que o sol, as estrelas e outros planetas giravam em torno da Terra. Conhecido como o sistema de Ptolomeu, foi reconhecido como o correto por centenas de anos, embora estivesse errado. Ainda assim, esse grande cientista foi considerado o primeiro “cientista celeste” e tem colaborações em matemática, astrologia, astronomia, geografia, cartografia, óptica e teoria musical. Sua obra mais conhecida é o Almagesto (que significa “O grande tratado”), um tratado de astronomia que reúne os trabalhos e observações de Aristóteles, Hiparco, Posidônio e outros, com tabelas de observações de estrelas e planetas e com um grande modelo geométrico do sistema solar, baseado na cosmologia aristotélica.
3 – Abd al-Rahman al-Sufi
O astrônomo persa Abd al-Rahman al-Sufi (903 dc – 986 dc), ou Azophi para os ocidentais, fez a primeira observação conhecida de um grupo de estrelas fora da Via Láctea, a galáxia de Andrômeda. Sua obra o “Livro das Estrelas Fixas” permitiu à astronomia moderna fazer comparações úteis na pesquisa das variações do brilho das estrelas.
4 – Copérnico
No século 16, na Polônia, o astrônomo Nicolau Copérnico (1473 – 1543) propôs um modelo do sistema solar em que a Terra girava ao redor do sol. O modelo não era totalmente correto, já que os astrônomos da época ainda tinham dificuldade em determinar a órbita de Marte, mas acabou mudando completamente a nossa visão do sistema solar. O pai da astronomia moderna revolucionou o pensamento ocidental ao tirar o homem do centro do universo (antropocentrismo), e por isso foi considerado um herege pela Igreja.
5 – Kepler
Usando medições detalhadas do caminho dos planetas feitas pelo astrônomo dinamarquês Tycho Brahe, Johannes Kepler (1571 – 1630) determinou que os planetas viajavam ao redor do sol em elipses, não círculos. Para chegar a essa descoberta, ele calculou três leis que envolvem os movimentos dos planetas, que os astrônomos usam em seus próprios cálculos até hoje. Kepler agora é o nome de uma sonda, um observatório espacial projetado pela NASA que procura planetas extrassolares.
6 – Galileu
Nascido na Itália, Galileu Galilei (1564 – 1642) é muitas vezes creditado com a criação do telescópio óptico, embora na verdade ele tenha apenas melhorado modelos existentes. O astrônomo, físico, matemático e filósofo usou a nova ferramenta de observação para descobrir as quatro luas principais de Júpiter (hoje conhecidas como luas de Galileu), bem como os anéis de Saturno. E, apesar de um modelo da Terra girando em volta do sol ter sido primeiramente proposto por Copérnico, levou algum tempo para a teoria ser amplamente aceita, e Galileu é mais conhecido por defendê-la. Galileu acabou sob prisão domiciliar no final de sua vida por causa disso.
7 – Christiaan Huygens
O físico e astrônomo holandês Christiaan Huygens (1629 – 1695) propôs a primeira teoria sobre a natureza da luz, um fenômeno que intriga cientistas há centenas de anos. Suas melhorias no telescópio lhe permitiram fazer as primeiras observações dos anéis de Saturno e descobrir sua lua Titã. Huygens também criou a teoria sobre o estudo da luz e cores descobrindo que, por meio da luz, seria possível a ocorrência de fenômenos de propagação como refração e reflexão.
8 – Newton
Com base no trabalho de quem veio antes dele, o astrônomo inglês Sir Isaac Newton (1643 – 1727) é mais famoso por seu trabalho sobre forças, especificamente a gravidade (quem lembra da história da maçã?). Ele calculou três leis que descrevem o movimento das forças entre objetos, conhecidas hoje como leis de Newton.
9 – Einstein
No início do século 20, o físico alemão Albert Einstein (1879 – 1955) tornou-se de um dos mais famosos cientistas do mundo, depois de propor uma nova maneira de olhar para o universo além da compreensão atual. Einstein sugeriu que as leis da física são as mesmas em todo o universo, que a velocidade da luz no vácuo é constante, e que o espaço e o tempo estão ligados em uma entidade conhecida como espaço-tempo, que é distorcida pela gravidade.
10 – Hubble
O astrônomo americano Edwin Hubble (1899 – 1953) calculou que uma bolha pequena no céu existia fora da Via Láctea. Antes de suas observações, a discussão sobre o tamanho do universo era dividida quanto à possibilidade ou não de existir apenas uma galáxia. Hubble determinou também que o universo estava se expandindo, um cálculo que mais tarde ficou conhecido como lei de Hubble. Suas observações de várias galáxias levaram a criação de um sistema padrão de classificação usado até hoje. Um dos telescópios espaciais mais famosos do mundo leva seu nome, o Telescópio Espacial Hubble, apontado para o céu com o objetivo de estudar o universo.
11 – Hawking
Stephen Hawking (1942 - 2018) fez muitas descobertas significativas no campo da cosmologia. Ele propôs que, como o universo tem um começo, provavelmente também terá um fim. Hawking acredita que o mundo não tem nenhum limite ou fronteira. Apesar de ser visto como uma das mentes mais brilhantes desde Einstein, muitos dos livros de Hawking são adaptados e direcionados para o público em geral, já que ele procura educar as pessoas sobre o universo.
12 – Cassini
O astrônomo italiano Giovanni Cassini (1625 – 1712) mediu o tempo que leva para os planetas Júpiter e Marte girarem, além de descobrir quatro luas de Saturno e as diferenças nos anéis do planeta. Quando a NASA lançou um satélite para orbitar Saturno e suas luas em 1997, ele foi apropriadamente chamado de Cassini.
13 – Halley
Edmond Halley (1656 – 1742) foi o cientista britânico que analisou os avistamentos de cometas históricos e propôs que o cometa que apareceu em 1456, 1531, 1607 e 1682 era o mesmo, e que voltaria em 1758. Apesar de ter morrido antes de poder dizer “eu estava certo!”, ele estava mesmo certo, e o cometa foi nomeado em sua honra.
14 – Messier
O astrônomo francês Charles Messier (1730 – 1817) compôs uma base de
dados de objetos celestes conhecidos na época como “nebulosas”, que
incluía 103 objetos em sua publicação final, embora outros tivessem sido
adicionados com base em suas anotações pessoais. Muitos desses objetos
são frequentemente listados com o nome do catálogo de Messier, como a
Galáxia de Andrômeda, conhecida como M31 (M de Messier, 31 porque é o
31º objeto catalogado). O astrônomo também descobriu 13 cometas ao longo
de sua vida.
15 – Herschel
O astrônomo britânico William Herschel (1738 – 1822) catalogou mais de
2.500 objetos do céu profundo. Ele também descobriu Urano e suas duas
luas mais brilhantes, duas das luas de Saturno e as calotas polares
marcianas. William treinou sua irmã, Caroline Herschel (1750 – 1848), em
astronomia, e ela se tornou a primeira mulher a descobrir um cometa,
identificando vários outros ao longo de sua vida. A Agência Espacial
Europeia criou um observatório com seu nome, o Observatório Espacial Herschel.
16 – Henrietta Leavitt Swann
Henrietta Leavitt Swann
(1868 – 1921) foi uma das várias mulheres que trabalharam como um
“computador humano” na Universidade de Harvard (EUA), identificando
imagens de estrelas variáveis em placas fotográficas. Ela descobriu que o
brilho de uma estrela piscando estava relacionado com a frequência com
que pulsava. Esta relação permitiu aos astrônomos calcularem as
distâncias de estrelas e galáxias, o tamanho da Via Láctea e a expansão
do universo. Ela descobriu mais de 1.200 estrelas variáveis em sua vida.
17 – Shapley
O astrônomo americano Harlow Shapley (1885 – 1972) calculou o tamanho da
galáxia Via Láctea e sua localização geral do seu centro. Ele
argumentou que os objetos conhecidos como “nebulosas” estavam dentro da
galáxia, ao invés de fora dela. Porém, seu nome é um pouco manchado por
ele ter discordado incorretamente das observações de Hubble de que o
universo tinha outras galáxias além da Via Láctea.
18 – Drake
Frank Drake (nascido em 1930) é um dos pioneiros na busca de
inteligência extraterrestre. Ele foi um dos fundadores da Busca por
Inteligência Extraterrestre (SETI, na sigla em inglês) e idealizador da equação de Drake, uma equação matemática usada para estimar o número de civilizações extraterrestres na Via Láctea capazes de serem detectadas.
19 – Hartmann
O astrônomo americano William K. Hartmann (nascido em 1939) estendeu a
teoria mais aceita sobre a formação da lua em 1975. Ele propôs que, após
uma colisão com um grande corpo, os detritos que saíram da Terra se
uniram para formar a lua.20 – Carl Sagan
O astrônomo americano Carl Sagan (1934 – 1996) pode não ter sido um grande cientista em comparação com outros dessa lista, mas é um dos mais famosos astrônomos por ter feito importantes estudos científicos nas áreas de ciência planetária, e principalmente por ter popularizado a astronomia mais do que qualquer outro indivíduo. Seus programas de TV e derivados atraíam muitos telespectadores interessados.
Bônus: Rodney Gomes
A astronomia tem crescido bastante no Brasil. Somos capacitados a construir instrumentos de classe mundial, somos o único país em desenvolvimento que tem acesso a telescópios de 8 e 4 metros, e um dos poucos países no mundo com acesso a esse tamanho de telescópios em ambos os Hemisférios. Também somos o único país não europeu a fazer parte do Observatório Europeu do Sul, uma organização intergovernamental de pesquisa em astronomia, composta e financiada por quinze países.
Não podemos citar grandes cientistas brasileiros que mudaram completamente a visão do universo, mas muitos merecem uma menção honrosa. Recentemente, um astrônomo brasileiro, Rodney Gomes, mudou o rumo da busca por evidências de um planeta no limite de nosso sistema solar. No Observatório Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro, ele descobriu que as órbitas irregulares de pequenos corpos gelados além de Netuno implicam que um planeta quatro vezes maior que a Terra está girando em volta do nosso sol nas bordas do sistema solar.
Créditos: Hypescience
20.7.12
20 de julho de 1969. Um gigantesco passo para a humanidade
20-07-2012
A chegada do homem à Lua foi sem sombra de dúvida uma das maiores
conquistas concebidas pelo engenho humano. Foi a coroação de uma
história repleta de descobertas e experimentos que começou com os
chineses há mais de 700 anos e continua até os dias de hoje com as
fantásticas missões que nos fascinam cada vez mais.
Depois de Armstrong e
Aldrin, apenas 10 homens tiveram o privilégio de colocar os pés na Lua e
caminhar em sua superfície, mas as lições deixadas pelo Projeto Apollo
mostram que são os sonhos que impulsionam os Homens e nos fazem ir muito
mais além. De 1969 para cá muita coisa mudou. Em 1969 não se imaginava
que as naves Voyager existiriam e até ultrapassariam os limites do
Sistema Solar, nem que mais de 200 planetas além do nosso Sol seriam
descobertos em tão pouco tempo.
Também era impensado que uma Estação
Espacial seria construída com a colaboração de duas nações até então
inimigas e imaginar que a China seria uma potência espacial era algo
completamente fora de cogitação. Realmente, de lá para cá muita coisa
mudou, mas aquela vontade de ir um pouco mais além parece que não deixa
mesmo os homens sossegados.
Vira e mexe tem sempre uma sonda indo até
Júpiter, Saturno e Plutão, mas a impensada colonização de Marte ainda
continua sendo apenas um grande sonho. Um sonho? Mas afinal, não é disso
que precisamos? Parabéns Apollo 11! No dia 20 de julho se comemora a
conquista da Lua e não é uma tarefa simples descrevê-la em um único
capítulo.
Fontes e Créditos: Apolo 11
11.6.12
Perigosos escombros poderão trazer perigo a New Horizons quando chegar a Plutão?
11-06-2012
No futuro, quando conseguirmos criar espaçonaves que consigam atingir frações da velocidade da luz, certamente o pó interestelar trará um grande perigo nestas viagens. A questão torna-se bem mais crítica quando consideramos uma sonda interestelar chegando ao sistema solar de destino. Uma missão de fly-by (vôo rasante próximo a um astro) se movendo a 10% da velocidade da luz provavelmente encontrará um ambiente bem mais perigoso próximo ao sistema estudado que no meio interestelar. Para contornar o problema, equipamentos de proteção (escudos) deverão ter sido desenvolvidos para proteger a espaçonave. No entanto, mesmo nas velocidades atuais, devemos ter em mente que surpresas poderão acontecer quando uma sonda exploratória estiver para atingir seu alvo. O que esperamos encontrar quando a sonda New Horizons se aproximar do sistema Plutão/Caronte? Vamos olhar então para um cenário que ocorrerá em 2015 quando a sonda New Horizons se aproximar de Plutão/Caronte. Ao chegar por lá a espaçonave mais rápida já criada estará em alto risco potencial uma vez que os detritos possivelmente existentes nas vizinhanças de Plutão hoje são desconhecidos dos responsáveis pela missão. Os astrônomos especulam se os escombros em órbita do Sistema Plutão/Caronte poderiam tomar uma forma de tórus ou até mesmo formar um esferóide em volta do sistema. Não sabemos ainda qual a situação de impactos atual no Cinturão de Kuiper, mas colisões entre objetos a 1-2 km/s podem expelir detritos se movendo em altas velocidades, gerando anéis de escombros ou nuvens ainda invisíveis para nós. Além disso, a recente descoberta de uma quarta lua em Plutão o que gerou novas preocupações e questões: Existem mais satélites menores orbitando este distante sistema planetário? Que ameaças estes objetos poderão trazer a missão New Horizons? Em novembro de 2011 um time de cientistas se reuniu no Southwest Research Institute (Boulder, Colorado, EUA) para debater e analisar o problema. O chamado “New Horizons Pluto Encounter Hazards Workshop” teve uma agenda intensa. O grupo foi composto de 20 especialistas em sistemas de anéis, dinâmica orbital e métodos astronômicos necessários na observação de objetos nos confins do Sistema Solar (principalmente os KBOs – objetos do Cinturão de Kuiper). Para entender o problema, o Observatório Espacial Hubble foi alocado para desempenhar um papel fundamental na busca por mais luas no sistema Plutão/Caronte e possivelmente a presença de anéis de escombros. Nesta busca o Hubble vai ser ajudado por um conjunto de telescópios terrestres que estudarão o ambiente entre Plutão e Caronte, a região do espaço onde a New Horizons foi projetada para navegar. Stern acrescenta que o radiotelescópio ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) será capaz de realizar a leitura térmica do sistema. Toda esta campanha de observação tem por objetivo fornecer uma melhor idéia da situação que a New Horizons irá enfrentar e alimentar a missão com informações do cenário a enfrentar. Assim, os engenheiros da missão poderão estabelecer, se necessário, rotas alternativas caso se detecte que a trajetória atualmente planejada seja extremamente arriscada.
Stern escreveu:
"Estudos apresentados no New Horizons Pluto Encounter Hazards Workshop indicam que uma trajetória segura (Safe Haven BailOut Trajectory - SHBOT) pode ser estabelecida para direcionar a espaconave no fly-by a 10.000 km do seu destino. Mas especificamente, um bom candidato a SHBOT seria na região da órbita de Caronte, no lado diametralmente oposto deste, uma vez que a gravidade de Caronte tem limpado sua órbita, criando uma zona segura."
A New Horizons hoje está a cerca de 23,5 UA do Sol. O acompanhamento de uma espaçonave atualmente na metade do caminho em direção do planeta anão nunca antes visitado já é algo intrigante. No entanto, o workshop ocorreu por causa de descobertas realizadas após o lançamento da missão (19/1/2006), principalmente pela existência de uma quarta lua (P4) encontrada pelo Hubble em meados de 2011. Alan Stern especula que provavelmente há por lá luas mais tênues que ainda não foram encontradas e está preocupado com mais surpresas que nos aguardam a frente, no desenvolvimento da missão.
Stern comentou:
É algo irônico se pensar que nosso objeto de interesse e afeição nesta longa missão científica pode após tantos anos de trabalho para alcancá-lo se tornar menos hospitaleiro que outros planetas tem sido em missões anteriores (um exemplo: em Saturno a sonda Cassini está lá desde 2004 sem quaisquer danos).
A espaçonave New Horizons e os dispositivos que ela transporta são extremamente valiosos, o que justifica este esforço extra e os custos para garantir o sucesso da missão. Vamos ter esperança e assumir que a campanha de verificação do cenário a enfrentar seja bem sucedida.
Stern escreveu:
"Estudos apresentados no New Horizons Pluto Encounter Hazards Workshop indicam que uma trajetória segura (Safe Haven BailOut Trajectory - SHBOT) pode ser estabelecida para direcionar a espaconave no fly-by a 10.000 km do seu destino. Mas especificamente, um bom candidato a SHBOT seria na região da órbita de Caronte, no lado diametralmente oposto deste, uma vez que a gravidade de Caronte tem limpado sua órbita, criando uma zona segura."
A New Horizons hoje está a cerca de 23,5 UA do Sol. O acompanhamento de uma espaçonave atualmente na metade do caminho em direção do planeta anão nunca antes visitado já é algo intrigante. No entanto, o workshop ocorreu por causa de descobertas realizadas após o lançamento da missão (19/1/2006), principalmente pela existência de uma quarta lua (P4) encontrada pelo Hubble em meados de 2011. Alan Stern especula que provavelmente há por lá luas mais tênues que ainda não foram encontradas e está preocupado com mais surpresas que nos aguardam a frente, no desenvolvimento da missão.
Stern comentou:
É algo irônico se pensar que nosso objeto de interesse e afeição nesta longa missão científica pode após tantos anos de trabalho para alcancá-lo se tornar menos hospitaleiro que outros planetas tem sido em missões anteriores (um exemplo: em Saturno a sonda Cassini está lá desde 2004 sem quaisquer danos).
A espaçonave New Horizons e os dispositivos que ela transporta são extremamente valiosos, o que justifica este esforço extra e os custos para garantir o sucesso da missão. Vamos ter esperança e assumir que a campanha de verificação do cenário a enfrentar seja bem sucedida.
Créditos: Eternos Aprendizes




































