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9.7.13

New Horizons mantém plano de vôo original para plutão

09-07-2013

Depois de um intenso estudo de 18 meses para determinar se a sonda New Horizons da NASA poderia enfrentar impactos potencialmente destrutivos durante a sua passagem planjeada para 2015 pelo sistema planetário duplo de Plutão, a equipe da missão decidiu "manter o rumo", pois o perigo que a poeira e os detritos representam é muito menor do que se temia. Esta imagem, obtida pelo Telescópio Hubble, mostra cinco luas em órbita do distante e gelado planeta anão Plutão.



Créditos: NASA, ESA, M. Showalter, Instituto SETI

O estudo de avaliação foi realizado porque descobriu-se que o sistema de Plutão é muito mais complexo - e, portanto, ainda mais cientificamente interessante - depois da New Horizons ter sido lançada em Janeiro de 2006 a partir de Cabo Canaveral, na Flórida, EUA.

Há dois anos, cientistas que usavam o Telescópio Espacial Hubble descobriram duas novas luas em órbita de Plutão, perfazendo um total de cinco luas! Temia-se que os detritos que atingissem as luas pudessem criar perigosas nuvens de poeira, que por sua vez podiam atingir e danificar a sonda à medida que passava por Plutão a velocidades de mais de 48.000 km/h em Julho de 2015.

"Nós descobrimos que a perda da missão New Horizons devido a impactos de poeira é muito improvável, e esperamos seguir a linha temporal da missão que temos vindo a aperfeiçoar ao longo dos últimos anos," afirma Hal Weaver, cientista do projeto New Horizons, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins.

Depois de tanto a equipe como um conselho de revisão independente e da NASA terem exaustivamente analisado os dados, determinou-se que a New Horizons tem apenas 0,3% de hipótese de ser destruída por um evento de impacto usando a trajetória atual. A probabilidade de 0,3% de perda da missão é muito menor do que as estimativas anteriores. Esta é realmente uma boa notícia, porque a equipe pode concentrar a maioria dos seus esforços no desenvolvimento do plano científico do voo rasante, quando a New Horizons passar a aproximadamente 12.500 km da superfície de Plutão.

Plutão forma um sistema de "planeta duplo" com Caronte, a sua maior lua. Caronte tem metade do tamanho de Plutão. Mas a equipe ainda vai gastar algum tempo a desenvolver trajetórias alternativas - conhecidas como SHBOTs (Safe Haven by Other Trajectories), apenas no caso de surgirem novas informações a partir das observações da câmara da sonda, que forçariam uma mudança de planos à medida que a New Horizons se aproxima cada vez mais de Plutão. "Ainda assim, estaremos prontos com duas linhas de tempo alternativas, no caso do risco de impacto acabar por ser maior do que pensamos," afirma Weaver.

De fato, a equipe liderada pelo pesquisador principal Alan Stern, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste, está este mês finalizando o plano de encontro e espera realizar um ensaio em Julho do segmento mais crítico de nove dias da trajetória inicial de "flyby". A New Horizons irá realizar o primeiro reconhecimento de Plutão e Caronte em Julho de 2015. O "planeta duplo" é o último planeta (agora anão) do nosso Sistema Solar a ser visitado por uma sonda da Terra. E a New Horizons não se deixa ficar por Plutão. O objetivo é explorar um ou mais dos gelados objetos da Cintura de Kuiper. A equipe irá usar a passagem por Plutão para redirecionar a New Horizons para um KBO (Kuiper Belt object) que ainda está para ser identificado.

Clique aqui e veja onde está a New Horizons

Créditos: Astronews
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19.10.12

Cientistas tentam evitar destruição de sonda a caminho de Plutão

19-10-2012

Pesquisadores da Nasa - a agência espacial americana - estão preocupados com a possibilidade de a sonda New Horizons colidir com algum objeto no seu caminho para Plutão


O planeta-anão teve recentemente descoberta sua quinta lua e esses satélites naturais podem deixar rochas e outros materiais pelo caminho da nave - que viaja a 48 mil km/h.

"Nós descobrimos mais e mais luas orbitando próximo de Plutão - a conta agora está em cinco", diz Alan Stern, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste dos Estados Unidos e principal cientista da missão. "E nós temos que avaliar que estas luas, assim como aquelas ainda não descobertas, agem como geradores de detritos que povoam o sistema de Plutão com restos de colisões entre essas luas e pequenos objetos do Cinturão de Kuiper."

"Porque a nossa espaçonave está viajando tão rápido, uma colisão com um simples seixo ou até um grão milimétrico pode danificar ou destruir a New Horizons", diz Hal Weaver, membro da missão e pesquisador da Universidade Johns Hopkins.

A sonda já passou por sete dos seus nove anos e meio de viagem até o planeta-anão, que fica no Cinturão de Kuiper, e os cientistas tentam agora usar cada ferramenta disponível - de gigantescos telescópios no solo e o Hubble a simulações em supercomputadores - para encontrar objetos na órbita de Plutão.

Ao mesmo tempo, eles estudam rotas alternativas, mas que sejam mais seguras para a nave. Há a possibilidade, inclusive, de a nave passar por uma distância maior de Plutão do que o planejado, mas que permitiria à missão ainda atingir seus objetivos principais de estudo.


Créditos: Terra
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11.6.12

Perigosos escombros poderão trazer perigo a New Horizons quando chegar a Plutão?

11-06-2012

No futuro, quando conseguirmos criar espaçonaves que consigam atingir frações da velocidade da luz, certamente o pó interestelar trará um grande perigo nestas viagens. A questão torna-se bem mais crítica quando consideramos uma sonda interestelar chegando ao sistema solar de destino. Uma missão de fly-by (vôo rasante próximo a um astro) se movendo a 10% da velocidade da luz provavelmente encontrará um ambiente bem mais perigoso próximo ao sistema estudado que no meio interestelar. Para contornar o problema, equipamentos de proteção (escudos) deverão ter sido desenvolvidos para proteger a espaçonave. No entanto, mesmo nas velocidades atuais, devemos ter em mente que surpresas poderão acontecer quando uma sonda exploratória estiver para atingir seu alvo. O que esperamos encontrar quando a sonda New Horizons se aproximar do sistema Plutão/Caronte? Vamos olhar então para um cenário que ocorrerá em 2015 quando a sonda New Horizons se aproximar de Plutão/Caronte. Ao chegar por lá a espaçonave mais rápida já criada estará em alto risco potencial uma vez que os detritos possivelmente existentes nas vizinhanças de Plutão hoje são desconhecidos dos responsáveis pela missão. Os astrônomos especulam se os escombros em órbita do Sistema Plutão/Caronte poderiam tomar uma forma de tórus ou até mesmo formar um esferóide em volta do sistema. Não sabemos ainda qual a situação de impactos atual no Cinturão de Kuiper, mas colisões entre objetos a 1-2 km/s podem expelir detritos se movendo em altas velocidades, gerando anéis de escombros ou nuvens ainda invisíveis para nós. Além disso, a recente descoberta de uma quarta lua em Plutão o que gerou novas preocupações e questões: Existem mais satélites menores orbitando este distante sistema planetário? Que ameaças estes objetos poderão trazer a missão New Horizons? Em novembro de 2011 um time de cientistas se reuniu no Southwest Research Institute (Boulder, Colorado, EUA) para debater e analisar o problema. O chamado “New Horizons Pluto Encounter Hazards Workshop” teve uma agenda intensa. O grupo foi composto de 20 especialistas em sistemas de anéis, dinâmica orbital e métodos astronômicos necessários na observação de objetos nos confins do Sistema Solar (principalmente os KBOs – objetos do Cinturão de Kuiper). Para entender o problema, o Observatório Espacial Hubble foi alocado para desempenhar um papel fundamental na busca por mais luas no sistema Plutão/Caronte e possivelmente a presença de anéis de escombros. Nesta busca o Hubble vai ser ajudado por um conjunto de telescópios terrestres que estudarão o ambiente entre Plutão e Caronte, a região do espaço onde a New Horizons foi projetada para navegar. Stern acrescenta que o radiotelescópio ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) será capaz de realizar a leitura térmica do sistema. Toda esta campanha de observação tem por objetivo fornecer uma melhor idéia da situação que a New Horizons irá enfrentar e alimentar a missão com informações do cenário a enfrentar. Assim, os engenheiros da missão poderão estabelecer, se necessário, rotas alternativas caso se detecte que a trajetória atualmente planejada seja extremamente arriscada.

Stern escreveu:

"Estudos apresentados no New Horizons Pluto Encounter Hazards Workshop indicam que uma trajetória segura (Safe Haven BailOut Trajectory - SHBOT) pode ser estabelecida para direcionar a espaconave no fly-by a 10.000 km do seu destino. Mas especificamente, um bom candidato a SHBOT seria na região da órbita de Caronte, no lado diametralmente oposto deste, uma vez que a gravidade de Caronte tem limpado sua órbita, criando uma zona segura."
A New Horizons hoje está a cerca de 23,5 UA do Sol. O acompanhamento de uma espaçonave atualmente na metade do caminho em direção do planeta anão nunca antes visitado já é algo intrigante. No entanto, o workshop ocorreu por causa de descobertas realizadas após o lançamento da missão (19/1/2006), principalmente pela existência de uma quarta lua (P4) encontrada pelo Hubble em meados de 2011. Alan Stern especula que provavelmente há por lá luas mais tênues que ainda não foram encontradas e está preocupado com mais surpresas que nos aguardam a frente, no desenvolvimento da missão.

Stern comentou:

É algo irônico se pensar que nosso objeto de interesse e afeição nesta longa missão científica pode após tantos anos de trabalho para alcancá-lo se tornar menos hospitaleiro que outros planetas tem sido em missões anteriores (um exemplo: em Saturno a sonda Cassini está lá desde 2004 sem quaisquer danos).
A espaçonave New Horizons e os dispositivos que ela transporta são extremamente valiosos, o que justifica este esforço extra e os custos para garantir o sucesso da missão. Vamos ter esperança e assumir que a campanha de verificação do cenário a enfrentar seja bem sucedida.

Créditos: Eternos Aprendizes
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16.5.12

Superfície de Plutão talvez tenha moléculas orgânicas

16-05-2012

O telescópio Hubble encontrou evidências de moléculas orgânicas complexas – os blocos de carbono que formam a vida como conhecemos – na superfície rígida de Plutão. As observações revelaram que algumas substâncias na superfície de Plutão estão absorvendo mais luz ultravioleta do que o imaginado. De acordo com os pesquisadores, esses componentes podem ser complexos de hidrogênio e carbono ou moléculas com nitrogênio. O planeta anão é conhecido por ter gelo de metano, monóxido de carbono e nitrogênio na superfície. Os químicos que absorvem a luz talvez sejam produzidos quando a luz solar ou partículas subatômicas muito rápidas (chamadas de raios cósmicos) interagem com esses compostos. “É uma descoberta excitante porque os hidrocarbonetos complexos e outras moléculas de Plutão talvez sejam responsáveis pela cor avermelhada do planeta, entre outras coisas”, comenta o líder do estudo, Alan Stern. Plutão circunda o Sol em um anel distante de corpos gelados, conhecido como Cinturão de Kuiper. Vários objetos dessa região também são vermelhos, e astrônomos já haviam especulado que formas orgânicas fossem responsáveis por isso. O grupo de pesquisadores também descobriu que o espectro ultravioleta do planeta mudou quando comparado com os dados dos anos 90. Essa diferença talvez esteja relacionada com mudanças no terreno de Plutão. Para os pesquisadores, é possível que um leve acréscimo na pressão atmosférica tenha causado isso. Mas, acima de tudo, as observações do Hubble são importantes para antecipar informações, já que daqui a alguns anos a primeira nave espacial vai visitar o distante corpo. “A descoberta que fizemos com o Hubble me lembra de que temos muito mais coisas interessantes da composição e da evolução de Plutão para descobrir, antes da nave New Horizons, da NASA, chegar em 2015”, comenta Stern. A nave foi lançada em janeiro de 2006, para uma jornada de 6,4 bilhões de quilômetros. A idéia é que ela atinja o máximo de proximidade com o planeta anão em 14 de julho de 2015.
Créditos: Hypescience
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