Mostrando postagens com marcador Vênus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vênus. Mostrar todas as postagens
27.11.23
Astrônomos detectam diretamente oxigênio atômico em Vênus
O oxigênio atômico é produzido no lado diurno de Vênus por fotólise de dióxido de carbono e monóxido de carbono.
Vênus é conhecido por girar muito lentamente, com um dia em Vênus durando o equivalente a 243 dias terrestres.
O oxigênio atômico, uma espécie-chave na mesosfera e termosfera de Vênus, é produzido no lado diurno do planeta pela quebra de dióxido de carbono e monóxido de carbono, e depois transportado para o lado noturno.
O oxigênio atômico é importante para a fotoquímica e o balanço energético da atmosfera de Vênus, mas ainda não foi observado diretamente no lado diurno de Vênus.
As detecções noturnas foram anteriormente limitadas a observações do brilho noturno de Vênus, uma fraca emissão de luz pela atmosfera planetária.
Em um novo estudo, o Dr. Heinz-Wilhelm Hübers, pesquisador do Deutsches Zentrum für Luft- und Raumfahrt e da Humboldt-Universität zu Berlin, e seus colegas analisaram um total de 17 pontos no lado diurno e noturno de Vênus usando o espectrômetro de matriz alemão Receiver for Astronomy at Terahertz Frequencies (upGREAT) a bordo do Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy (SOFIA) da NASA.
"As observações foram feitas nas noites de 10, 11 e 13 de novembro de 2021", disseram.
"No total, 17 posições em Vênus foram medidas: sete no lado diurno, nove no lado noturno e uma no terminador."
Os pesquisadores detectaram oxigênio atômico em todos os pontos observados e descobriram que ele estava concentrado em altitudes de cerca de 100 km.
As medidas foram baseadas em uma estrutura fina de oxigênio atômico a 4,74 Terahertz.
Eles também encontraram variações nas densidades das colunas, com uma densidade máxima registrada no lado diurno.
"A temperatura média de brilho contínuo de Vênus observada é de aproximadamente 246 K, correspondendo a uma altitude de cerca de 65-70 km logo acima da camada de nuvens", disseram.
"A temperatura do oxigênio atômico é de aproximadamente 156 K no lado diurno e aproximadamente 115 K no lado noturno, o que corresponde a altitudes em torno de 100 km."
"Observações futuras, especialmente perto dos pontos antissolar e subsolar, mas também em todos os ângulos do zênite solar, fornecerão uma imagem mais detalhada dessa região peculiar e apoiarão futuras missões espaciais a Vênus, como a missão DAVINCI da NASA ou a missão EnVision da ESA", acrescentaram.
"Junto com medições de oxigênio atômico nas atmosferas da Terra e de Marte, esses dados podem ajudar a melhorar nossa compreensão de como e por que as atmosferas de Vênus e da Terra são tão diferentes."
Fontes e Créditos:
21.8.18
Astrofotografias: Várias observações em uma só noite
Paulo Rômuloterça-feira, agosto 21, 2018Astrofotografia, Júpiter, Lua, Marte, Saturno, Sistema Solar, Vênus
Na noite do dia 20/08/2018, o céu se mostrava bem atrativo, pois poderíamos ver quase todos os planetas visíveis a olho nu, além da Lua.
![]() |
| Uma das capturas da Lua. |
Venus, Júpiter, a Lua, Saturno e Marte ao mesmo tempo no céu noturno (Mercúrio viria a surgir apenas antes do nascer do Sol.
| Simulação no Stellarium do céu no dia 20-08-2018 às 19:30 UTC-3 (Horário de Brasília). |
Seguindo na sequência Oeste-Leste, devido ao tempo que o Planeta/Satélite estaria disponível, comecei tentando fotografar Venus.
Devido o alto nível de reflexo e apesar de estar na fase "meio", não foi fácil capturar com detalhes deste planeta. Mas trago aqui Venus:
![]() | ||
| Venus em 20-08-2018. |
Em seguida, Júpiter não se mostra na foto com seus detalhes, mas sim com suas 4 luas.
![]() |
| Jupiter e suas luas galileanas (da esquerda para a direita: Europa, Io, Callisto e Ganymede) em 20-08-2018. |
E por fim, Marte:
![]() |
| Marte em 20-08-2018. |
Bem, essas foram as astrofotografias que consegui com meu equipamento atual.
Equipamento:
Telescópio Skywatcher Refrator de 90mm Montagem Az3;
Lentes Oculares de 6mm, 10mm e 25mm;
Barlow 2x;
Sem adaptação para câmera;
Não motorizado;
Buscadora;
Diagonal de 90º.
Equipamento:
Telescópio Skywatcher Refrator de 90mm Montagem Az3;
Lentes Oculares de 6mm, 10mm e 25mm;
Barlow 2x;
Sem adaptação para câmera;
Não motorizado;
Buscadora;
Diagonal de 90º.
8.6.12
Quando Vênus nasce com o Sol
08-06-2012
Essa impressionante imagem acima foi feita no Mar Negro, no dia 6 de
Junho e encontrou o planeta Vênus nascendo junto com o Sol com sua
silhueta negra se destacando no avermelhado disco solar. Lógico que o
raro trânsito de Vênus não tem nenhuma influência na forma estranha e
distorcida com que o Sol se apresenta nessa imagem. De fato, observar
essa forma distorcida do Sol, conhecida como Vaso Etrusco é algo
relativamente comum, especialmente se comparado ao raro fenômento do
trânsito de Vênus. No nascer e no pôr do Sol, os efeitos da refração
atmosférica são amplificados pela longa e baixa linha de visão e os
fortes gradientes de temperatura atmosférica produzem as distorções
visuais e as miragens observadas. Essa situação é mais frequentemente
observada num horizonte marinho como esse.
Créditos: APOD
7.6.12
O trânsito de Vênus de 2012
07-06-2012
Ocorrendo aos pares separados por mais de cem anos, até hoje só
ocorreram oito trânsitos de Vênus desde a invenção do telescópio em
1608. O próximo será em Dezembro de 2117. Porém essa semana, muitos dos
telescópios modernos e das câmeras atuais puderam observar esse raro
evento do trânsito de Vênus, registrando sua rara silhueta contra o
disco do Sol. A imagem acima, espetacularmente nítida foi feita através
de um telescópio na Georgia, EUA, usando um filtro H-alpha com o
objetivo de mostrar o disco planetário arredondado contra a superfície
solar agitada, repleta de filamentos escuros, manchas e proeminências. O
trânsito ao todo durou 6 horas e 40 minutos. Historicamente falando, os
astrônomos usavam o tempo do trânsito observado de diferentes locais
para triangular a distância de Vênus, atualmente os astrônomos usam a
técnica do trânsito planetário na busca de exoplanetas localizados em
sistemas estelares distantes.
Créditos: APOD
10.4.12
Sua última chance de ver Vênus em trânsito
10-04-2012
Anote na agenda: do dia 5 para o dia 6 de Junho de 2012, vai acontecer um evento celestial raro, chamado de trânsito de Vênus, que muito provavelmente não vai se repetir dentro do seu período de vida. A não ser que você viva mais de 120 anos. O fenômeno consiste no alinhamento de Vênus com o Sol, causando uma espécie de “eclipse”. Mas não se trata de um eclipse verdadeiro, já que Vênus é 30 vezes menor que a maior estrela de hélio de nossa galáxia. Tanto que apenas 0,1% do brilho solar será afetado. Por isso, tal fenômeno é intitulado “trânsito” pelos físicos. O evento durará cerca de 7 horas e, no Brasil, só será visível no extremo oeste, de acordo com o Centro de Divulgação da Astronomia, da Universidade de São Paulo (USP). E, segundo especialistas, os trânsitos de Vênus têm um período variável, porém previsível. Ele acontece em um intervalo de 8 anos, sempre seguido de outro intervalo de aproximadamente 121 anos, que, por sua vez, é seguido por outro intervalo de cerca de 105 anos. A última vez que o evento aconteceu foi em junho de 2004 e, depois deste ano, o próximo só ocorrerá no ano 2117. As melhores localizações para observar o raro fenômeno estão no leste asiático, no leste da Austrália, na Nova Zelândia e no oeste do oceano Pacífico, bem como no Alasca, no norte do Canadá e em quase toda a Groelândia. Aqui na América do Sul e Central, contudo, o trânsito só será visível durante seu início.
Créditos: Hypescience
27.3.12
Por que Vênus não tem nenhuma lua?
27-03-2012
Um dos vários mistérios do nosso Sistema Solar é a razão pela qual Vênus não possui nenhuma lua. Uma das explicações sugere que nosso planeta irmão teve no passado remoto uma lua, mas ela foi destruída. A nossa Lua se formou quando um objeto do tamanho de Marte chocou-se com a Terra primordial há 4,5 bilhões de anos, expelindo uma quantidade enorme de material em órbita, o qual se juntou. Normalmente, os materiais lançados balisticamente meramente retornam a superfície da Terra, mas o impacto foi tão violento que temporariamente deformou a Terra e seu campo gravitacional. Assim a gravidade distorcida permitiu que o material permanecesse em órbita. Desde que se formou, a Lua tem se afastado gradualmente da Terra devido as interações gravitacionais entre os dois corpos: a Lua cria marés na Terra e estas marés reagem de volta sobre a Lua forçando seu afastamento e a redução do período de rotação da Terra. Tendo em vista que Vênus é quase idêntico em tamanho e na composição em relação a Terra os cientistas estimam que Vênus deve ter sido abalroado por objetos massivos no início da história do Sistema Solar. Uma hipótese é que estes corpos não distorceram a gravidade de Vênus o suficiente para permitir que escombros permaneçam em órbita. Outra teoria é que uma lua realmente se formou e se afastou até um ponto em que escapou do planeta. O problema com a segunda hipótese é que essa fuga deveria demorar de bilhões a dezenas de bilhões de anos, ou seja, a tal lua seria detectada hoje por nós. Em outubro de 2006, na conferência anual de ciências planetárias, em Pasadena, Califórnia, Alex Alemi e David Stevenson da Caltech argumentaram que o mistério pode estar atrelado à outra anomalia de Vênus: o seu sentido de rotação, extremamente lento (uma volta a cada 243 dias terrestres) e excepcionalmente retrógrado (no mesmo sentido dos ponteiros do relógio, se visto do seu pólo norte, ao invés do contrário, como ocorre na Terra e nos demais planetas, exceto Urano que gira deitado, com eixo a 98º). Assim, os cientistas sugeriram que Vênus passou não por um, mas por pelo menos dois grandes impactos. Pela tese levantada, o primeiro choque na lateral de Vênus teria causado o seu movimento prógrado (similar ao da Terra. Este violento impacto teria por sua vez criado uma lua que tenderia a se afastar de Vênus (como a nossa Lua). No impacto seguinte o outro lado de Vênus teria sido atingido e o planeta passou a girar de forma retrógrada, cancelando o movimento prógrado da primeira colisão. O "cancelamento" não foi exato, a gravidade solar poderia ter completado o serviço freando o movimento ou até revertendo-o. Assim esta inversão de sentido de rotação alterou as interações gravitacionais na lua e Vênus causando a sua aproximação e a seguir a sua colisão e fusão com Vênus. O segundo impacto pode ter criado outra lua ou não. Se este evento a criou, esta lua poderia ter sido afetada gravitacionalmente pela primeira, espiralando em queda para chocar-se com Vênus. Stenvenson alega que este modelo poderá ser comprovado se analisarmos a assinaturas isotópicas das rochas venusianas. Por enquanto, sua principal importância tem sido reacender sobre a inexistência de luas em Vênus, um enigma interessante que os cientistas planetários raramente exploram.
Créditos: Eternos Aprendizes
12.2.12
Estará a rotação de Vênus abrandando?
12-02-2012
Dados recentemente obtidos pela Venus Express revelaram que o período de rotação de Vênus é agora 6,5 minutos mais longo que o medido no início dos anos 90 pela sonda americana Magellan. Esta intrigante diferença foi detectada pelos cientistas da missão européia depois de verificarem que as estruturas geológicas que estudavam não se encontravam exatamente na posição esperada. Usando dados obtidos pelo instrumento VIRTIS (Visible and Infrared Thermal Imaging Spectrometer) da Venus Express, investigadores da ESA descobriram que pontos específicos da superfície venusiana se encontravam deslocados cerca de 20 km em relação aos locais onde deveriam estar, tendo em conta o período de rotação calculado há quase duas décadas pela Magellan. Cerca de 4 anos e meio na órbita do planeta permitiram à sonda da NASA determinar com extrema precisão a duração do dia venusiano, fixando-o em 243,0185 ± 0,0001 dias terrestres. Agora, quase 18 anos após a Magellan ter concluído a sua missão, dados obtidos pela Venus Express indicam que o período de rotação de Vênus se estendeu em média por mais 6,5 minutos. O que terá provocado o abrandamento da rotação de Vênus? A resposta poderá estar na densa atmosfera do planeta. Com mais de 90 vezes a pressão registada na superfície da Terra e com a presença de ventos velozes nas camadas mais altas, a atmosfera venusiana exerce uma fricção considerável na superfície, fricção essa capaz de alterar o período de rotação. No nosso planeta, os ventos e as marés produzem um efeito semelhante, provocando a cada ano oscilações sazonais no período de rotação terrestre em cerca de 1 milissegundo. A variação observada pela Venus Express é, no entanto, demasiado elevada, tendo em conta que ocorreu em apenas um par de décadas. Os cientistas da missão estão ainda investigando a contribuição de outros mecanismos neste fenômeno, incluindo a troca de momento angular entre Vênus e a Terra quando os dois planetas se encontram mais próximos um do outro.
Dados recentemente obtidos pela Venus Express revelaram que o período de rotação de Vênus é agora 6,5 minutos mais longo que o medido no início dos anos 90 pela sonda americana Magellan. Esta intrigante diferença foi detectada pelos cientistas da missão européia depois de verificarem que as estruturas geológicas que estudavam não se encontravam exatamente na posição esperada. Usando dados obtidos pelo instrumento VIRTIS (Visible and Infrared Thermal Imaging Spectrometer) da Venus Express, investigadores da ESA descobriram que pontos específicos da superfície venusiana se encontravam deslocados cerca de 20 km em relação aos locais onde deveriam estar, tendo em conta o período de rotação calculado há quase duas décadas pela Magellan. Cerca de 4 anos e meio na órbita do planeta permitiram à sonda da NASA determinar com extrema precisão a duração do dia venusiano, fixando-o em 243,0185 ± 0,0001 dias terrestres. Agora, quase 18 anos após a Magellan ter concluído a sua missão, dados obtidos pela Venus Express indicam que o período de rotação de Vênus se estendeu em média por mais 6,5 minutos. O que terá provocado o abrandamento da rotação de Vênus? A resposta poderá estar na densa atmosfera do planeta. Com mais de 90 vezes a pressão registada na superfície da Terra e com a presença de ventos velozes nas camadas mais altas, a atmosfera venusiana exerce uma fricção considerável na superfície, fricção essa capaz de alterar o período de rotação. No nosso planeta, os ventos e as marés produzem um efeito semelhante, provocando a cada ano oscilações sazonais no período de rotação terrestre em cerca de 1 milissegundo. A variação observada pela Venus Express é, no entanto, demasiado elevada, tendo em conta que ocorreu em apenas um par de décadas. Os cientistas da missão estão ainda investigando a contribuição de outros mecanismos neste fenômeno, incluindo a troca de momento angular entre Vênus e a Terra quando os dois planetas se encontram mais próximos um do outro.
Créditos: AstroPT via Imagens do Universo






















