6.2.13

Base na Lua poderá ser construída com impressora 3D

06-02-2013

A Agência Espacial Européia (ESA) está estudando a possibilidade de construir uma base na Lua usando uma impressora 3D robotizada e poeira lunar como "tinta". Recentemente, pesquisadores financiados pela NASA demonstraram que é possível construir estruturas rígidas usando poeira lunar, ou regolito, por meio da fabricação aditiva, que usa as impressoras 3D. A ESA foi além e convocou empresas que pudessem projetar uma base lunar conceitual de forma imediata, com os recursos já disponíveis, usando o máximo possível de materiais lunares.

O projeto foi apresentado no mesmo dia em que a agência espacial da Rússia, a Roscosmos, anunciou a intenção de ter uma base lunar habitada até 2030. O escritório de arquitetura Foster+Partners ficou responsável pelo projeto, com capacidade para acomodar quatro astronautas e oferecendo proteção contra micrometeoritos, radiação espacial e flutuações extremas de temperatura.

A construção da base começa com um módulo inflável, que deverá ser transportado da Terra por um foguete. O cilindro inflável - que forma a câmara pressurizada onde os astronautas habitarão - possui uma abóbada em uma de suas extremidades, que serve de apoio estrutural para a construção. Camadas de regolito são então aspergidas ao longo da cúpula por uma impressora 3D robótica, criando o escudo protetor. Para assegurar a resistência do módulo e, ao mesmo tempo, limitar ao máximo a quantidade de "tinta" - o regolito lunar -, a concha é constituída por uma estrutura celular oca, semelhante a uma espuma. Para testar o conceito, a empresa Monolite forneceu uma impressora 3D de grande porte, usada para fabricar esculturas e capaz de imprimir peças de até 6 metros de comprimento.

O teste consistiu em construir um bloco de 1,5 tonelada de uma poeira similar ao regolito lunar, que os arquitetos usaram como modelo para estimar a estrutura da base lunar. "A impressão 3D oferece um meio potencial de facilitar o estabelecimento de uma base lunar com uma logística mínima suprida a partir da Terra", disse Scott Hovland, da ESA. "As novas possibilidades que este trabalho abrem poderão agora ser levadas em conta por agências espaciais internacionais como parte do atual desenvolvimento de uma estratégia de exploração comum," concluiu ele.

Créditos: Inovação Tecnológica via Imagens do Universo
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11.1.13

Cometa Panstarrs aumenta de brilho e é visível antes do amanhecer

11-01-2013

Como previsto, o cometa C/2011 L4 Panstarrs vem aumentando de brilho gradualmente e já atingiu a magnitude necessária para ser observado através de um pequeno binóculo. Seu brilho deverá se intensificar ainda mais e em breve será visto a olho nu. Apesar do tempo não estar ajudando muito em diversas partes do Brasil, em algumas regiões o céu limpo da pré-manhã deverá colaborar bastante na observação do cometa C/2011 L4 Panstarrs.

Cálculos de magnitude indicam que o objeto atingiu a magnitude 8, suficiente para ser visto com auxílio de um simples binóculo ou lunetas amadoras. Os astrofotógrafos também já devem se preparar, já que as imagens de longa exposição e ISO elevado poderão revelar detalhes da coma ou cauda, ainda que difusas. Atualmente, C/2011 L4 Panstarrs se encontra a 2.77 UA da Terra e à medida que se aproxima do Sol terá seu brilho ainda mais intensificado. UA significa Unidade Astronômica e equivale a distância entre a Terra e o Sol, de 149 milhões de quilômetros.

Assim, Panstarrs está neste momento a 149 x 2.77 = 412 milhões de km. Em 5 de março o objeto atingirá o perigeu e passará a apenas 150 milhões de quilômetros do nosso planeta. Modelos de magnitude astronômica indicam que em 10 de março Panstarrs atingirá 4 magnitudes negativas, um brilho comparado ao do planeta Vênus. Até lá, o crescente brilho do cometa será constante, o que torna a observação do objeto um passatempo bastante interessante e educativo.

Para facilitar a vida dos astrônomos amadores, preparamos uma carta celeste indicando onde o cometa estará localizado no dia 11 de janeiro de 2013, sexta-feira, às 05h30 BRST. Por ela é possível verificar que C/2011 L4 Panstarrs está exatamente na cauda do constelação do Escorpião. Para achar a constelação é preciso que o observador localize o ponto cardeal leste, próximo de onde o Sol nasce. A constelação estará um pouco mais à direita e será facilmente identificada com auxílio da carta celeste mostrada e também pela presença da gigantesca estrela vermelha Antares, no coração do escorpião.

Com auxílio de um binóculo, C/2011 L4 Panstarrs se parecerá com uma pequena bolinha difusa, mas que deverá se tornar mais intensa à medida que o tempo passa.

Créditos: Apolo 11 via Imagens do Universo
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Voyager 1 entra numa região inexplorada do espaço: a rodovia magnética

11-01-2013

A agência norte-americana anunciou que a sonda chegou a uma região totalmente nova nas fronteiras do Sistema Solar – a chamada “rodovia magnética”, a última região a ser atravessada pela sonda antes de chegar ao espaço interestelar. Até hoje, a Voyager 1 perambulou dentro da área chamada heliosfera, uma bolha cósmica de vento solar que cerca o Sol. Agora, ela está chegando ao extremo da área de influência desta “bolha”, onde há menos ventos solares, o que permite que elétrons altamente energizados do meio interestelar (ISM, na sigla em inglês; termo utilizado para designar o espaço entre sistemas estelares como o nosso) penetrem na heliosfera e empurrem os ventos para trás.

Os astrônomos pretendem conseguir uma idéia do quanto esses ventos estão afetando a posição atual da sonda, usando um instrumento de partículas de baixa carga como uma espécie de biruta para partículas subatômicas. E os ventos têm sido bem bizarros, para ser preciso. Segundo informou a NASA: “Os cientistas se referem a essa nova região como rodovia magnética para partículas carregadas porque as linhas do campo magnético do nosso Sol estão conectadas a linhas de campos magnéticos interestelares.

Essa conexão permite que partículas menos energizadas que se originam dentro de nossa heliosfera saiam e permita que partículas com mais energia de fora entrem. Antes de entrar nesta região, as partículas carregadas se agitaram para todas as direções, como se estivessem presas em rodovias locais dentro da heliosfera”. A equipe da Voyager infere que esta região está dentro de nossa bolha solar porque a direção das linhas do campo magnético não mudou. “Estamos prevendo que a direção dessas linhas do campo magnético mudará quando a Voyager entrar no espaço”.

Este território é desconhecido, mas a NASA tem plena consciência disso, conforme afirmou Edward Stone, um cientista do projeto Voyager em um comunicado à imprensa: “Apesar da Voyager 1 ainda estar dentro do ambiente solar, nós agora podemos ter idéia de como é lá fora porque as partículas estão entrando e saindo nesta rodovia magnética. Nós acreditamos que esta é a última etapa em nossa jornada para o espaço interestelar. Nosso melhor chute é de que é algo para acontecer daqui a poucos meses ou alguns anos.

A nova região não é como esperávamos, mas nós já começamos a esperar o inesperável da Voyager”.

Créditos: Jornal Ciência via Imagens do Universo
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4.1.13

Confira os astros que deverão dar um show em 2013

04-01-2013

O ano de 2013 nem bem começou e alguns eventos astronômicos já começam a chamar a atenção dos observadores profissionais e amadores. Cometas e asteróides já estão se aproximando da Terra e do Sol e nos próximos meses já darão o que falar.

Fevereiro:
O primeiro objeto a chamar a atenção neste ano de 2013 é sem dúvida o asteróide 2012 DA14. A rocha foi descoberta no final de fevereiro de 2012 por astrônomos do Observatório de La Sagra, na Espanha e de acordo com os últimos cálculos se aproximará da Terra no dia 15 de fevereiro de 2013, quando fará um rasante a apenas 27 mil quilômetros do nosso planeta.

Apesar de ser uma distância bem pequena - inferior a dos satélites geoestacionários - as chances de impacto contra a Terra são desprezíveis, estimada em zero na Escala Torino, que vai até 10. No entanto, a aproximação estimada para fevereiro de 2040 será de apenas 448 km de altitude.

Estima-se que 2012 DA14 tenha 57 metros de comprimento e uma massa de 120 mil toneladas. Se atingisse nossa atmosfera produziria um choque similar ao do impacto de Tunguska, ocorrido no início do século 20 acima da Sibéria.
Março:
O segundo objeto que chamará a atenção em 2013 é o cometa C/2011 L4 PANSTARRS, descoberto em 5 de junho de 2011 pela equipe do telescópio Panstarrs-1, de 1800 milímetros, localizado no Havaí. Cálculos orbitais indicam que C/2011 L4 atingirá a menor distância da Terra em 5 de março de 2013, quando passará a apenas 150 milhões de quilômetros do planeta.

Em 10 de março o cometa chegará ao periélio (máxima aproximação do Sol) e seu brilho poderá atingir até 4 magnitudes negativas, similar ao brilho do planeta Vênus. Neste dia, a distância do objeto até o centro do Sol será de apenas 45 milhões de quilômetros, inserido no interior da órbita de Mercúrio. Observações feitas em outubro de 2012 revelaram que a coma de C/2011 L4 PANSTARRS media aproximadamente 120 mil km de diâmetro e deverá crescer ainda mais à medida que o calor do Sol vaporiza o gelo e gás carbônico contido em seu núcleo.

Também em Março, outro cometa que pode se transformar em uma bela surpresa é C/2012 F6 Lemmon, descoberto em 23 de março de 2012 pela equipe do Observatório de Mount Lemmon, nos EUA. O cometa atingirá o periélio no dia 24 de março, mas será entre os dias 10 e 23 que C/2012 F6 dará seu show ao brilhar próximo da magnitude 3, quando poderá ser visto ao anoitecer na constelação do Escultor.

De acordo com a REA (Rede de Astronomia Observacional), entre 15 e 21 de janeiro C/2012 F6 brilhará perto da magnitude 7 na constelação do Cruzeiro, quando poderá ser observado com auxílio de um pequeno telescópio a partir das 22h00 BRST (Hora de Verão).

Cometa C/2012 S1 ISON:
Se os cálculos se confirmarem, C/2012 S1 ISON será o show de 2013. Estima-se que o brilho do objeto poderá chegar a nada menos que 19 magnitudes negativas, cerca de 40 vezes o brilho da Lua Cheia. O que chama a atenção deste cometa não é sua aproximação com a Terra, prevista para dezembro de 2013, mas seu periélio, a distância mínima que chegará do Sol.

Isso acontecerá em 28 de novembro de 2013, quando ISON se aproximará a apenas 1.1 milhão de quilômetros da superfície estelar. Se sobreviver à escaldante aproximação, C/2012 S1 ISON poderá se transformar em um dos mais espetaculares cometas de todos os tempos.
Esses quatro objetos são apenas uma amostra do que nos reserva o palco celeste de 2013.

Ainda estamos no comecinho do ano e sem dúvida teremos muito mais pela frente, como as famosas tempestades solares que poderão se intensificar este ano já que em maio deveremos atingir o pico do ciclo solar 24. O ano está só começando.

Créditos: Apolo11 via Imagens do Universo
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NASA não quer ver a Lua sozinha e planeja colocar um asteróide em sua órbita

04-01-2013

A notícia parece estranha, e talvez realmente seja. A NASA está planejando colocar um asteróide em órbita de nosso satélite natural, a Lua. A revista NewScientist divulgou que o Instituto de Estudos Espaciais Keck, localizado na Califórnia, EUA, divulgou através de nota que a NASA possui planos de dar uma companhia rochosa para a Lua. Como seria isso?

Aparentemente a NASA quer lançar um foguete-robô para capturar um asteróide, antes de inseri-lo na órbita da Lua. A missão pode ter valores equivalentes à R$ 3,2 bilhões de reais e pode ocorrer em 2020. Qual seria o real motivo de uma operação arriscada e “fútil”? Segundo informações de jornais americanos, o presidente Obama planeja enviar humanos para um asteróide o mais breve possível. Para alcançar o feito, teríamos que ir até o chamado 1999 AO10 – o asteróide mais próximo de nós até o momento – mas a viagem levaria mais de 6 meses.

Segundo os astrônomos do projeto, trazer um asteróide e fazê-lo orbitar a Lua, seria menos perigoso do que trancafiar humanos por 6 meses em uma viagem com inúmeros riscos. “A equipe do instituto Keck prevê o lançamento de uma nave espacial lenta, impulsionada por íons solares, em um foguete chamado Atlas V. Ele iria até um asteróide pequeno, com cerca de 7 metros de largura.

Após estudar todas as suas características, o robô pegaria o asteróide em uma espécie de saco com mais de 10 metros de largura e seguiria em direção à Lua. Ao total, seriam necessários 10 anos para que todo o procedimento fosse concluído”, explicou a NewScientist. Louis Friedman declarou que a proposta precisa de muitos estudos científicos para “afinar a sinfonia” dos procedimentos.

Aparentemente a NASA e o Instituto Keck estão determinados no projeto e, quem sabe, a Lua possa ter um “amiguinho” na próxima década.

Créditos: Jornal Ciência via Imagens do Universo
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31.12.12

Cometa C/2012 S1 ISON promete chamar a atenção em 2013

31-12-2012

À medida que o cometa C/2012 S1 ISON se aproxima da Terra, as especulações sobre seu tamanho, magnitude e risco potencial começam a crescer. Estima-se que o brilho do objeto poderá chegar a nada menos que 19 magnitudes negativas, o que em termos práticos significa um verdadeiro holofote no céu. Será mesmo?

Com o esvaziamento do besteirol mundial sobre a existência do planeta Nibiru e do suposto fim do mundo previsto pelos Maias, a atenção agora se volta para a realidade e um dos objetos que mais atrairá a atenção em 2013 será sem dúvida o cometa C/2012 S1 ISON.

Os cálculos mostram que em 26 de dezembro o cometa atingirá o menor ponto de aproximação com a Terra, a 60 milhões de quilômetros de distância, mas sem qualquer risco de colisão contra o nosso planeta.

Apesar de não haver risco de impacto, o que chama a atenção deste cometa não é sua aproximação com a Terra e sim a distância mínima que chegará do Sol, prevista em apenas 1.8 milhões de quilômetros do centro da estrela, ou 1.1 milhão de km da sua superfície. Isso acontecerá em 28 de Novembro de 2013. De acordo com alguns modelos de magnitude, o brilho de C/2012 S1 ISON será tão forte que poderá atingir até 19 magnitudes negativas. Isso é cerca de 4.000 vezes o brilho que o cometa C/1965 S1 Ikeya-Seki apresentou em 1965 ou então 40 vezes o brilho da Lua Cheia e poderá ser visto no céu até mesmo durante o dia.

O problema é que os cometas são astros temperamentais e muito sujeitos ao calor e forças gravitacionais intensas, que podem atraí-los e parti-los em pedaços. No caso de C/2012 S1 ISON, as dúvidas se concentram em saber como ele vai se comportar ante a ameaça do Sol, que em alguns meses já começará a aquecer o seu núcleo para depois atraí-lo.

Se sobreviver à escaldante aproximação estelar, C/2012 S1 ISON poderá se transformar em um dos mais espetaculares cometas de todos os tempos. Se os modelos não se confirmarem, poderá ser o maior fiasco celeste. Seja como for, C/2012 S1 ISON promete chamar muito a atenção em 2013.


Créditos: Apolo 11 via Imagens do Universo
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10.12.12

"Black Marble": Nasa divulga imagem noturna da Terra

10-12-2012

O mosaico reúne registros de abril e outubro de 2012. Foram necessárias 312 órbitas para conseguir uma vista limpa do planeta.

A Nasa - a agência especial americana - e a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês) divulgaram nesta quarta-feira uma imagem da Terra que, ao contrário das conhecidas Blue Marbles, é vista à noite. O registro na verdade é um mosaico com diversas fotografias feitas por satélite. O mosaico exclui registros que tinham nuvens para mostrar a superfície do planeta.

O satélite Suomi NPP (sigla para "parceria polar-orbital"), lançado ano passado, tem um sensor especial para observar a atmosfera e superfície do planeta sem a luz do dia. Segundo a Nasa, o sensor é tão sensível que consegue registrar o leve brilho da atmosfera à noite e até a luz de um navio no oceano. "Pelas mesmas razões pelas quais precisamos ver a Terra durante o dia, também precisamos ver a Terra à noite", diz Steve Miller, pesquisador do Instituto de Pesquisa da Atmosfera (da Universidade do Estado do Colorado e do Noaa). "Ao contrário dos humanos, a Terra nunca dorme."

Um dos registros foi do furacão Sandy quando chegava, iluminado pela Lua, a Nova Jersey, nos Estados Unidos, em 29 de outubro. As imagens noturnas mostravam o poder da tempestade que deixou milhões de pessoas na escuridão. Ao contrário de câmeras que capturam uma fotografia com apenas uma exposição, o sensor do Suomi NPP registra diversas vezes a cena em milhões de pixels individuais.

Após isso, ele revê a quantidade de luz em cada pixel. Se ele for muito intenso, uma ferramenta previne que ele fique muito saturado no resultado final. Se for muito fraco, o sinal é amplificado. "É como ter três câmeras de pouca luz operando ao mesmo tempo, e nós pegamos o melhor de várias câmeras, dependendo de onde estamos olhando na cena", diz Miller.



Fontes e Créditos: Terra
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Blue Marble: 1ª imagem da Terra como um todo completa 40 anos

10-12-2012

A mais nítida imagem feita da Terra foi divulgada em janeiro pela Nasa

Há exatos 40 anos, em 9 de dezembro de 1972, os astronautas a bordo da missão Apollo 17 registraram a primeira fotografia da Terra como um todo. Chamada de "Blue Marble", a imagem foi capturada a mais de 32 mil km de distância em pouco mais de cinco horas. Neste ano, uma versão mais atual da foto foi publicada pela Nasa em janeiro. Ela foi registrada pelo satélite Suomi NPP. Segundo a agência espacial americana, ela seria a imagem em mais alta definição já feita do nosso planeta.

Para especialistas da Nasa, a Blue Marble deste ano superou as versões anteriores, tiradas pela Nasa desde 1972. De acordo com a revista Nature, a imagem influenciou a geração de cientistas e ambientalistas e capturou a imaginação do público assim que o movimento ambiental estava tomando forma. Nos dias de hoje, seria difícil uma fotografia causar tanto impacto nas pessoas, mas o "burburinho" inevitável serviu de lembrete que tais imagens ainda têm a capacidade de inspirar nossa curiosidade.

Além destas fotografias tiradas durante o dia, existe a "Black Marble", que tem a mesma ideia de fotografia da Terra como um todo, mas no período da noite. Na última quarta-feira, a Nasa e a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês) divulgaram a mais recente imagem terrestre vista à noite .

"Pelas mesmas razões pelas quais precisamos ver a Terra durante o dia, também precisamos ver a Terra à noite", diz Steve Miller, pesquisador do Instituto de Pesquisa da Atmosfera (da Universidade do Estado do Colorado e do Noaa). "Ao contrário dos humanos, a Terra nunca dorme."


Créditos: Terra
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