20.8.12
Curiosity registra temperaturas superiores a 0ºC em Marte
20-08-2012
A temperatura na cratera marciana Gale, local onde a Curiosity pousou
que tem uma paisagem "parecida com a do Arizona", superou 0ºC, informou
esta sexta-feira o chefe da missão. John Grotzinger, chefe científico da
missão no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), em Pasadena
(Califórnia), comemorou que os cientistas tenham novamente, graças à
sonda, uma estação meteorológica em Marte. "Posso dizer que a
temperatura máxima de ontem na superfície de Marte perto do robô foi
superior a 0ºC, disse Grotzinger em entrevista coletiva, afirmando que a
medição exata era de "276 Kelvin", ou 2,85°C. "Esta é uma referência
muito importante para a ciência, pois a última estação meteorológica de
longa duração em Marte remonta exatamente a 30 anos, quando a sonda
Viking 1 deixou de se comunicar com a Terra em 1982", disse. Grotzinger
também apresentou novas fotos, em uma das quais se podem ver claramente
as diferentes camadas de rochas das colinas, cor de argila aos pés do
Monte Sharp, que o robô deve subir durante seus dois anos de missão. "A
borda da cratera (Gale) se parece um pouco com o deserto de Mojave (na
Califórnia) e agora o que vêem é semelhante à região de Four Corners
(cruz formada pelas quatro esquinas dos estados de Colorado, Arizona,
Utah e Novo México), ou de Sedona, no Arizona, onde essas colinas e
mesetas também são vistas", disse o cientista. "Deve haver minerais
hidratados em todas estas camadas", acrescentou. Os cientistas acreditam
que a área da cratera Gale tinha água no passado e as antigas formações
geológicas do Monte Sharp podem ter conservado vestígios da vida
passada.
Créditos: Terra Ciência
11.8.12
Traços do pouso
11-08-2012
O mosaico acima mostra parte do lado esquerdo do veículo robô Curiosity e
duas marcas deixadas no solo marciano pelos foguetes do módulo de
descida do veículo. A imagem acima na verdade, é um mosaico que para ser
construído usou imagens obtidas pelas câmeras de navegação do veículo
no dia 7 de Agosto de 2012. O anel da cratera Gale, é a banda mais clara
que aparece cruzando o horizonte. A traseira do robô está à esquerda.
As marcas deixadas pelos foguetes do módulo de descida podem ser vistas
no meio da imagem. No deck superior do veículo, é possível ver uma série
de fragmentos de rochas menores e de poeira, que foram levantados pelos
retrofoguetes do módulo de descida.
Créditos: NASA
Afinal de contas, por que Marte é vermelho, mesmo?
11-08-2012
Agora que a nave Curiosity conseguiu pousar com segurança em Marte,
podemos esperar uma inundação de fotos avermelhadas. Mas por que mesmo o
planeta vermelho é vermelho? A resposta mais simples e óbvia é que
Marte é vermelho por que o regolito, ou a poeira que cobre o planeta, é
rica em óxido de ferro, ou ferro “oxidado”, o mesmo elemento que também
dá a cor avermelhada ao sangue. Mas esta resposta levanta outras três:
por que Marte é rico em ferro? Por que este ferro está oxidado? E por
que o ferro oxidado tem esta coloração avermelhada? Tudo começou 4,5
bilhões de anos atrás, quando o nosso sistema solar ainda estava em
formação. Cada planeta recebeu sua dose de poeira ferrosa. Na Terra, a
maior parte do ferro acabou afundando quando o planeta estava mais
líquido, e formou o núcleo que é hoje responsável pelo nosso forte campo
magnético. Já em Marte a coisa é diferente. O planeta é menor, e talvez
a gravidade menor seja responsável pelo ferro não afundar tão
rapidamente. O núcleo formado é pequeno, e o resto do planeta é rico em
ferro. Isso explicaria a riqueza de ferro, mas por que a cor vermelha?
Originalmente, o ferro é preto. Mas se ele for exposto a oxigênio
suficiente, ele se torna óxido de ferro III, uma molécula composta de
dois átomos de ferro e três átomos de oxigênio. O que nos leva a mais
uma pergunta: como é que tanto oxigênio combinou-se com ferro, em
Marte? E para esta pergunta ainda não há uma resposta definitiva. De
certo, só sabemos que algum tipo de intemperismo gradualmente oxidou o
ferro em Marte, mas será que foram as chuvas marcianas que oxidaram o
ferro? Ou foi o Sol, quebrando os componentes da atmosfera marciana em
oxidantes como o peróxido de hidrogênio e ozônio, que causou a lenta
oxidação durante os bilhões de anos que se passaram? Ou será que a
teoria sugerida em 2009, que as tempestades marcianas foram quebrando os
grãos de sílica, e expondo sua superfície rica em oxigênio ao contato
com o ferro? Enquanto ninguém souber a resposta certa, a cor avermelhada
de Marte será, de certa forma, um mistério. Seja lá como foi que
aconteceu, a cor avermelhada deve-se, em última análise, ao fato do
óxido absorver os comprimentos de onda azuis e verdes, e refletir os
comprimentos de onda vermelhos. E graças a esta cor sanguínea, visível a
dezenas de milhões de quilômetros de distância, o planeta está ligado
ao nome do deus romano da guerra – Marte. Outras civilizações também
nomearam o planeta pela sua característica mais marcante. Os egípcios o
chamavam de “Her Desher”, ou “o vermelho”, enquanto os astrônomos
chineses antigos chamavam-no de “a estrela de fogo”.
Créditos: Hypescience
É a prova de vida em Marte?
11-08-2012
O robô Curiosity está atualmente pousado em Marte no meio da cratera
Gale e pronto para começar uma pesquisa inédita no Planeta Vermelho. O
Curiosity começará a buscar por assinaturas geológicas de um passado
úmido e que pode ter sido amigável para o desenvolvimento da vida em
Marte. Encontrar evidências sólidas de que grandes volumes de água
existiram em Marte em algum ponto de sua história, será um dos maiores
passos rumo à pesquisa sobre a vida nesse planeta. Mas… será que essas
evidências já não foram encontradas? Alguns cientistas dizem que
sim. Pesquisadores da Universidade de Los Angeles, Califórnia, Tempe,
Arizona e Siena na Itália, publicaram um artigo no Interantional Journal
of Aeronautical and Space Sciences (IJASS), citando resultados dos
trabalhos obtidos com dados da missão Viking da NASA. Os módulos de
pouso gêmeos Viking 1 e Viking 2, foram lançados em Agosto e Setembro de
1975, e pousaram com sucesso no Planeta Vermelho em Julho e Setembro do
ano seguinte. A missão principal da Viking, era pesquisar sobre a vida
em Marte, o que elas fizeram cavando o solo marciano e procurando por
sinais de respiração, um sinal claro da atividade biológica. Uma
trincheira de seis polegadas de profundidade no solo Marciano foi
escavada pela Viking 1 em Fevereiro de 1977. O objetivo era atingir um
pé abaixo da superfície para recolher amostras. Os resultados, embora
promissores, foram inconclusivos. Agora, 35 anos depois, uma equipe de
pesquisadores clama que os módulos de pouso da missão Viking, detectaram
a vida e os dados podem confirmar isso. “Solo ativo exibiu uma emissão
rápida e substancial de gás”, diz o relatório da equipe. “O gás era
provavelmente CO2 e, possivelmente, outros gases
radiocarbonos”. Aplicando uma complexa matemática aos dados da Viking
para a realização de uma análise profunda, os pesquisadores descobriram
que as amostras marcianas se comportaram de forma diferente se
comparados a um grupo de controle não biológico. “A resposta das
amostras de controle, exibiu uma ordem inicial relativamente baixa,
rapidamente se desenvolvendo num ruído aproximadamente aleatório,
enquanto que os experimentos ativos exibiram uma ordem inicial mais alta
com um decaimento lento”, aponta o artigo. “Isso sugere uma resposta
biológica robusta”. Enquanto alguns críticos dessa descoberta clamam que
esse processo de identificar vida não é perfeito, mesmo para amostras
aqui da Terra, os resultados são certamente intrigantes o bastante para
suportar uma investigação maior dos dados recolhidos pela missão Viking e
talvez fazer uma reavaliação sobre as inconclusivas descobertas da
missão.
Créditos: Universe Today
Perseidas abaixo
11-08-2012
Os habitantes do planeta Terra observaram no ano passado, a chuva de
meteoro dos Perseidas, durante uma noite iluminada por uma Lua
brilhante. Mas a impressionante imagem acima foi registrada no dia 13 de
Agosto de 2011, pelo astronauta Ron Garan, a bordo da ISS e olhando
para baixo, em direção a Terra no momento da chuva de meteoros dos
Perseidas. Do ponto de vista do astronauta Garan, que estava a bordo da
ISS, a 380 quilômetros acima da superfície da Terra, o meteoro
pertencente à chuva dos Perseidas, pôde ser visto riscando o campo de
visão para baixo, varrendo os vestígios deixados pela passagem do cometa
Swift-Tuttle sendo aquecido até se incendiar na atmosfera da Terra. Os
grãos brilhantes de poeira do cometa estão viajando a uma velocidade de
60 quilômetros por segundo através de uma atmosfera mais densa a
aproximadamente 100 quilômetros acima da superfície da Terra. Nesse
caso, fotografado acima, o meteoro aparece na parte direita da imagem,
abaixo da curvatura do limbo da Terra e de uma camada esverdeada de ar
brilhante, um pouco abaixo da brilhante estrela Arcturus. Você quer
tentar ver a chuva de meteoros esse ano? Bem você está com sorte, pois
nesse fim de semana quando acontece o máximo dessa chuva, nós teremos
menos interferência da luz da Lua, pois ela estará na sua fase
crescente, nascendo poucas horas antes do Sol nascer.
Créditos: APOD
9.8.12
Novo lar do Curiosity
09-08-2012
Acima, estão as duas primeiras imagens em alta resolução da superfície
de Marte, feitas pelas câmeras de navegação do veículo robô Curiosity,
que estão localizadas na cabeça do veículo ou no mastro. O anel da
cratera Gale pode ser visto à distância além do solo coberto de
pedregulhos. O anel da cratera é bem montanhoso devido à erosão. O solo
visto no meio, mostra escarpas e planícies de baixo relevo. O primeiro
plano da imagem mostra duas zonas distintas de escavação, provavelmente
cavadas pelos foguetes do estágio de descida do veículo robô. Essas
imagens tem uma resoução completa de 1024 x 1024 pixels.
Créditos: NASA
Mais uma foto da cratera Gale
09-08-2012
A imagem acima, foi feita no dia 8 de Agosto de 2012, às 04:05:05 da
manhã, hora de Brasília, pela câmera NAVCAM, esquerda a bordo do veículo
robô Curiosity e mostra o interior da cratera Gale, local de pouso do
veículo e ao fundo pode-se ver parte do Mount Sharp, destino primário da
missão MSL.
Créditos: MSL
Observando o Monte Sharp!
09-08-2012
A imagem acima foi feita pelo veículo robô Curiosity, da NASA, e mostra o
que se localiza na frente do veículo, e que ao mesmo tempo é o
principal objetivo científico da missão, o Mount Sharp. A sombra do
veículo pode ser vista em primeiro plano, e as bandas escuras além do
veículo são as dunas da região. Se erguendo à distância está o pico mais
alto do Mount Sharp, a uma altura aproximada de 3.4 milhas, mais alto
que o Monte Whitney, na Califórnia. A equipe do robô Curiosity, espera
dirigir o veículo até a montanha para investigar suas camadas
inferiores, onde os cientistas já identificaram pistas sobre mudanças
ambientais. A imagem acima foi registrada pela Câmera Hazard-Avoidance
frontal, do Curiosity, em resolução completa pouco tempo depois do seu
pouso no Planeta Vermelho. Essa imagem foi linearizada para remover as
distorções apresentadas nas imagens obtidas com lentes do tipo olho de
peixe.
Créditos: NASA














