1.12.11

Por que a Lua está ficando mais distante da Terra?

01-12-2011

No filme Todo Poderoso, o personagem interpretado por Jim Carrey é capaz de laçar a Lua, trazendo-a mais perto da Terra. Cientistas afirmam, no entanto, que na vida real o maior satélite natural do Sistema Solar está fazendo o oposto, afastando-se do nosso planeta a um ritmo de 3,8 centímetros por ano.

Acredita-se que a Lua foi formada há cerca de 4,5 bilhões de anos atrás, quando um protoplaneta do tamanho de Marte colidiu com a Terra. Os detritos resultantes do impacto se fundiram e formaram a Lua – ao menos, é o que apontam as simulações do impacto, com resultados bastante consistentes com o sistema que vemos no século 21.

As simulações também mostram que, no momento da colisão, a Lua estava muito mais próxima da Terra, a uma distância de pouco mais de 22 mil quilômetros. Atualmente, essa distância é calculada em 400 mil quilômetros e, a cada ano, aumenta cerca de 3,8 centímetros.

De acordo com cientistas, essa migração se dá devido à ação das marés. A atuação da força gravitacional da Lua causa alterações no nível da água do mar em nosso planeta, e faz com que as marés se “alinhem” ao satélite durante o movimento de rotação da Terra. No entanto, uma faixa das águas está sempre um pouco à frente da Lua.

O resultado desse fenômeno é que parte da energia da Terra é transferida para a saliência das marés, através da resistência apresentada pelas duas superfícies em contato, movimentando-se uma em relação à outra. Essa grande massa de água, em seguida, exerce a sua própria atração gravitacional sobre a Lua, fazendo com que ela se acelere.

Aumentando sua velocidade, o satélite se afasta. A comparação utilizada pelos pesquisadores é a de crianças brincando em um gira-gira: quanto mais veloz, mais forte a sensação de se estar sendo jogado para fora.

Porém, o efeito oposto acontece com a Terra: nossa velocidade está diminuindo. Quando a Lua estava recém-formada, por exemplo, os dias em nosso planeta duravam cerca de cinco horas, mas durante 4,5 bilhões de anos nós freamos o suficiente para deixar o dia com as 24 horas com que estamos familiarizados.

A principal preocupação, contudo, não é com a duração dos dias em si. Mas assim como um prato girando em uma vara, velocidade é a chave para manter o equilíbrio do objeto. De maneira semelhante, o nosso planeta pode começar a oscilar lentamente, o que terá um efeito devastador em nossas estações, com variações de temperaturas muito maiores do que estamos acostumados.

Como seres adaptáveis, teríamos a capacidade de sobreviver, transformando o ambiente de acordo com nossas necessidades: muito ar-condicionado no verão e aquecedores no inverno. Mas o que aconteceria com os animais? Infelizmente, estes não são tão adaptáveis às mudanças climáticas, e muitos não seriam capazes de evoluir com rapidez suficiente ou migrar para lugares mais seguros.

Segundo os cientistas, no entanto, ainda temos pouco a temer. Mudanças como essa podem levar bilhões de anos, e até lá é possível que o homem tenha desenvolvido tecnologia suficiente para reverter o problema.

Créditos: Hypescience
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Cientistas encontram planeta coberto de diamantes

01-12-2011

O planeta Wasp-12b é muito rico em carbono. Para você ter uma idéia, na Terra, onde já temos bastante carbono, a taxa é de duas moléculas de oxigênio para cada uma de carbono. No Wasp, no entanto, há mais carbono que oxigênio.

Sendo assim, a superfície do planeta poderia ser, literalmente, coberta de diamantes, com montanhas deles. Mesmo assim a tecnologia atual faz com que isso seja apenas uma suposição – o fato do planeta ter muito carbono e nenhuma água seria propício à formação de diamantes.

Mas antes que você comece a construir sua nave para visitar o Wasp, é bom saber que ele está a 1200 anos luz de distância e a temperatura média por lá é de 2315 graus Celsius.

Créditos: Hypescience
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Planetas que escaparam de seus sistemas poderiam abrigar vida alienígena

01-12-2011

Segundo um novo estudo, planetas semelhantes à Terra com núcleos tumultuados podem suportar vida, mesmo que não tenham estrelas.

Os pesquisadores apelidaram esses mundos de “planetas Steppenwolf” [Steppenwolf é o nome de uma banda de rock cujo sucesso foi a canção “Born to be Wild”, em português, “nascido para ser selvagem”], porque toda a vida neste habitat estranho existiria como um lobo solitário vagando pelas estepes da galáxia, e porque eles nasceram para ser selvagens.

Esses planetas foram expulsos de seus sistemas solares, o que aparentemente é comum em todo o cosmos. A água líquida é geralmente considerada um pré-requisito para a vida, e eles poderiam abrigar oceanos de água líquida, desde que o núcleo do planeta fosse aquecido e a água estivesse enterrada sob uma camada protetora de gelo.

Um planeta 3,5 vezes o tamanho da Terra, com composição semelhante à Terra e idade mais ou menos parecida, poderia, teoricamente, manter um oceano líquido subglacial. Se ele tiver cerca de 10 vezes mais água do que a Terra ou uma atmosfera muito espessa, só precisaria ter cerca de 0,3 vezes o tamanho da Terra; isso é um pouco maior do que Marte e menor que Vênus.

Assim como a Terra, o planeta Steppenwolf precisaria de um manto para manter o calor geotérmico, sustentando pelo menos um pouco da água na forma líquida. Isso é diferente das forças de maré que mantêm os oceanos do satélite Europa líquidos, de modo que o planeta poderia existir sozinho, sem estrelas ou planetas vizinhos para mantê-lo aquecido.

Há um monte de fatores desconhecidos, incluindo as funções de convecção e condução em transferência de calor. Porém, a teoria continua sendo interessante: esse tipo de planeta poderia ser uma maneira de espalhar a vida por todo o universo. Os cientistas ressaltam que, se eles cruzarem nossa vizinhança, seremos capazes de vê-los através de telescópios poderosos. Quem sabe esse é um bom começo.


Fontes e Créditos: Hypescience
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Cientistas afirmam que o sol “rouba” os cometas de outras estrelas

01-12-2011


Segundo uma nova pesquisa, o sol pode ser um ladrão cósmico que rouba a maioria de seus cometas de outras estrelas.

As novas simulações de computador sugerem que bilhões de cometas que cruzam o sistema solar (a maioria deles) se originaram longe da nossa “vizinhança”, mas acabaram agarrados e atraídos pela gravidade do nosso sol mais tarde.

Esse cenário vai contra o modelo de longa data da evolução dos cometas, que afirma que a maioria dos cometas locais vem de uma mesma região, onde o sol e os planetas se formaram. Essa região, conhecida como a Nuvem de Oort, circunda o sistema solar e se estende muito além de Plutão.

Segundo os pesquisadores, no entanto, o modelo padrão não consegue explicar ou chegar ao número de cometas que realmente existem. Cometas são pequenos corpos gelados que se inflamam conforme se aproximam do sol, e a radiação solar vaporiza seu gelo para criar uma cauda brilhante.

A distância da Nuvem de Oort da Terra faz com que seja difícil de observar, muito menos fixar, o número exato de cometas que contém. A quantidade de cometas que existem lá é inferida a partir da observação dos cometas que se acendem ao passar perto do sol.

Mas, com base nesses dados, parece haver em torno de 400.000 milhões de cometas pairando além de Plutão. Em comparação, o modelo convencional prevê apenas 6.000 milhões. Isso é uma enorme discrepância, demasiado grande para ser explicada por erros nas estimativas. Segundo os pesquisadores, só pode haver algo de errado com o modelo em si.
O novo modelo diz que os cometas são resíduos da formação planetária do nosso próprio sistema solar e que nossos planetas, gravitacionalmente, os “chutaram” a enormes distâncias, povoando a Nuvem. Esse processo provavelmente ocorreu também em torno de outras estrelas, e cada uma deu origem à sua própria nuvem de detritos de cometa.

Mas as estrelas podem não ter “segurado” suas nuvens de cometas iniciais. Como muitas outras estrelas, o sol nasceu de um agrupamento de estrelas que se desintegrou ao longo do tempo. Esses aglomerados, normalmente contendo entre dez e mil estrelas atoladas em um espaço minúsculo, têm um raio médio não muito diferente da atual Nuvem de Oort. A proximidade das estrelas dentro desses grupos poderia ter permitido que elas “roubassem” os cometas incipientes das outras.

Segundo os cientistas, uma estrela não precisa ser a maior para ser a ladra mais bem-sucedida. Se um cometa passou longe o suficiente da sua estrela-mãe e perto o suficiente do sol, por exemplo, a gravidade do sol poderia prendê-lo mesmo que a estrela fosse significativamente mais maciça.

Os pesquisadores lembram que as órbitas dos cometas de longo período parecem apoiar a conclusão do novo modelo. Suas órbitas altamente oblongas os levam para longe nas profundezas do espaço. Então, eles não poderiam ter nascido em órbita ao redor do sol, eles tiveram que se formar perto de outras estrelas e, em seguida, serem “sequestrados” por aqui.

Os cometas são geralmente considerados excelentes fotos dos primórdios do sistema solar, porque passam grande parte de suas vidas envoltos em gelo. Mas, se alguns desses cometas vêm de fora do nosso sistema solar, então eles podem falar algo sobre suas estrelas-mãe também.

Os pesquisadores querem estudar as órbitas dos cometas e colocar a sua química no contexto de onde e em torno de quais estrelas eles se formaram.

Créditos: Hypescience
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29.11.11

Lista de planetas com mais chance de ter vida

29-11-2011



Cientistas formaram uma lista de luas e planetas com mais tendência a abrigar vida extraterrestre. Entre os mais habitáveis está a lua de Saturno, Titã, e o exoplaneta (que orbita outro sistema, que não o solar) Gliese 581g, que está a 20,5 anos-luz de distância, na constelação de Libra. No estudo, os autores propuseram dois índices diferentes: um de similaridade com a Terra e outro de planeta habitável. “A primeira questão é se existem condições como as da Terra, já que sabemos por experiência que elas podem abrigar vida”, comenta o membro do grupo, Dirk Schulze-Makucj, da Universidade Estadual de Washington. “A segunda é se os planetas têm condições que sugerem a possiblidade de outras formas de vida, conhecidas ou não”.

Para a primeira condição, são considerados fatores como tamanho, densidade e distância da estrela pai. A segunda é diferente: se a superfície é rochosa ou gasosa, e se possui um campo atmosférico ou magnético. Também se leva em conta a energia disponível para qualquer organismo, como luz de uma estrela pai ou interações gravitacionais com outros objetos, que podem aquecer um planeta ou lua internamente. E finalmente, o segundo critério também analisa a química – como os compostos orgânicos presentes – e se solventes líquidos estão disponíveis para reações químicas.

O valor máximo estipulado para a similaridade com a Terra foi de 1. O maior valor atingido fora do nosso sistema solar foi o de Gliese 581g (que tem a existência colocada em dúvida por alguns astrônomos), com 0,89, e outro exoplaneta orbitando a mesma estrela, o Gliese 581d, com 0,74. O sistema Gliese 581 tem sido estudado por astrônomos e contém quatro – possivelmente cinco – planetas orbitando uma estrela vermelha anã. O HD 69830d, um exoplaneta do tamanho de Netuno, que orbita uma estrela diferente na constelação de Puppis, também conseguiu uma boa avaliação (0,6).

Pensa-se que ele está na Zona Cachinhos Dourados, uma região ao redor da estrela pai onde as temperaturas superficiais não são nem quentes nem frias para a vida. Em nosso sistema solar, a maior graduação ficou com Marte (0,7) e Mercúrio (0,6). Para a segunda questão, da habitabilidade, os resultados foram diferentes. O melhor por aqui foi a lua de Saturno, Titã, que conseguiu 0,64, seguida de Marte (0,59) e a lua de Júpiter, Europa (0,47), que se imagina conter água abaixo da superfície. No campo dos exoplanetas, os melhores foram novamente Gliese 581g (0,49) e Gliese 581d (0,43).

Nos últimos anos, a busca por planetas habitáveis fora do nosso sistema solar tem subido muitos degraus. O telescópio Kepler, da NASA, lançado em 2009, já encontrou mais de 1.000 candidatos. Telescópios futuros talvez consigam detectar os chamados “marcadores de vida” na luz emitida pelos planetas, como a clorofila, o pigmento presente nos vegetais.


Lista “Similaridade com a Terra”
Terra – 1,00:
Gliese 581g – 0,89: Gliese 581d – 0,74: Gliese 581c – 0,70:Marte - 0,70: Mercúrio – 0,60: HD 69830 d – 0,60:
55 Cnc c – 0,56:
Lua – 0,56:
Gliese 581e – 0,53:

Lista “Habitalidade”
Titã – 0,64:
Marte – 0,59: Europa – 0,49:Gliese 581g – 0,45: Gliese 581d – 0,43: Gliese 581c – 0,41: Júpiter – 0,37: Saturno – 0,37:Vênus – 0,37:
Encélado – 0,35:

Fontes e Créditos: Hypescience
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28.11.11

Paradoxo: Sol mais brilhante faz com que o oceano fique mais frio

28-11-2011


Segundo um novo estudo, aumentar o brilho do Sol pode, paradoxalmente, levar a temperaturas mais frias na Terra.

O impacto do Sol sobre o clima da Terra é assunto para debates há anos. Por exemplo, o chamado Mínimo de Maunder, quando poucas manchas solares extraordinárias foram vistas entre 1645 e 1715, parcialmente coincidiu com a Pequena Idade do Gelo da Europa e da América do Norte, o que levou cientistas a questionarem se o sol era a causa dessa mudança climática, bem como se ele é responsável pela atual mudança que o mundo está passando.

Para saber mais sobre os efeitos que as alterações do brilho solar podem ter sobre o clima, pesquisadores analisaram sedimentos de aproximadamente 15 metros de comprimento, a 530 metros abaixo da superfície do mar em Baixa Califórnia do Sul, no México.

Os cientistas se concentraram em um plâncton da espécie Globigerina bulloides. Ao analisar os níveis de magnésio nas conchas destes organismos, que aumentam conforme as temperaturas sobem, os pesquisadores puderam reconstruir as temperaturas de superfície do Pacífico tropical desde o Holoceno, época de aproximadamente 12 mil anos atrás, até os dias atuais.

Para deduzir os níveis de radiação solar durante esse tempo, os pesquisadores observaram os níveis de carbono-14 em anéis de árvore e berílio-10 no gelo polar. Raios cósmicos do sistema solar teriam gerado esses isótopos (variedades de um elemento que tem um número diferente de nêutrons).

Quando a radiação solar é elevada, reforça o campo magnético interplanetário, que protege a Terra contra os raios de alta energia, de modo que menos desses isótopos estariam presentes em anéis de árvores e no gelo que se formou numa época em que a radiação solar foi elevada.

Ao comparar a radiação solar e os registros de temperatura, os pesquisadores descobriram que, conforme a atividade solar aumentou no início e meio do Holoceno, a temperatura dos oceanos na região diminuiu em um padrão parecido com os eventos de La Niña, quando o Pacífico equatorial fica com águas mais frias do que o normal. Quando a atividade solar diminuiu, as temperaturas do oceano subiram como ocorre durante o El Niño, evento marcado por águas quentes no Pacífico, ao largo da costa das Américas.

As condições frias como na La Niña podem ter gerado a tendência de um Sol mais brilhante para aquecer a superfície da Terra, enquanto o clima mais quente do estilo El Niño pode ter causado um resfriamento a partir de um sol menos brilhante.

Existem modelos de clima que podem explicar o que pode ter ocorrido. Segundo cientistas, a radiação solar é aparentemente melhor em aquecer a atmosfera sobre o Pacífico Equatorial Oeste do que Leste; há uma maior convergência dos ventos sobre o Equador a oeste, levando a um maior volume de ar para absorver o calor do sol.

Este ar quente aumenta os ventos alísios que sopram do leste para o oeste. Estes, por sua vez, “empurram” as águas superficiais, fazendo com que as águas frias do fundo do oceano venham para cima. O resfriamento resultante do oceano aumenta os ventos ainda mais, agravando esse efeito de resfriamento.

As novas descobertas podem levantar questões sobre as causas das mudanças climáticas atuais. Segundo os pesquisadores, as mudanças recentes no brilho do sol são extremamente pequenas, um décimo de 1%. Além disso, a quantidade de mudanças na radiação pouco importa em comparação com os gases de efeito estufa, que causam muito mais mudanças climáticas.

Outra questão é se os gases de efeito estufa poderiam levar a mais La Niñas, assim como um sol brilhante. Os pesquisadores não acreditam nisso, porque os gases do efeito estufa afetam os padrões de circulação de maneira bem diferente.

O El Niño e a La Niña são parte de um padrão climático conhecido como Oscilação Sul-El Niño, ou OSEN. O El Niño é extremamente importante para a variabilidade climática de ano para ano; por exemplo, é por isso que o sul da Califórnia pode ter inundações e deslizamentos de terra em um ano, e secas e incêndios florestais no próximo.

Enquanto modelos de computador diferentes geralmente concordam em muitos aspectos das mudanças climáticas, há menos acordo sobre o futuro do OSEN. Os pesquisadores esperam, ao estudar o passado, aprender mais sobre o futuro.


Fontes e Créditos: Hypescience
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Teremos dois sóis em breve?

28-11-2011

Vários sites pela internet divulgaram que a estrela Betelgeuse logo irá virar uma supernova e, em 2012 (provavelmente relacionam este ano devido a grande discussão sobre o fim do mundo), irá brilhar em nosso céu como um segundo Sol.

No entanto, segundo cientistas, isso é completamente infundado.

De acordo com especialistas, a Betelgeuse está, sim, a caminho de se tornar uma supernova e isso deve acontecer logo – mas esse “logo” está em termos astronômicos, e pode acontecer daqui a um milhão de anos.

Ninguém tem certeza de quando a explosão irá acontecer realmente, mas mesmo que estejamos aqui para testemunhar, a supernova não apareceria no céu como um segundo Sol. Ela se aproximaria, no máximo, com o brilho de uma lua crescente.

Segundo os astrônomos, ela seria brilhante e apareceria no céu mesmo durante o dia e, com certeza, assustaria muita gente, mas não seria nem de perto tão brilhante quanto nosso Sol.
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26.11.11

MSL "Curiosity" a caminho de Marte

26-11-2011

A ULA (United Launch Alliance) levou a cabo o lançamento do Mars Science Laboratory, um rover batizado de Curiosity, que irá ajudar a desvendar os segredos de Marte. O lançamento teve lugar às 15:02:00, 237UTC do dia 26 de Novembro de 2011 e foi levado a cabo pelo foguetão Atlas-V/541 (AV-028) desde o Complexo de Lançamento SLC-41 do Cabo Canaveral, Flórida. A separação entre o Curiosity e o estágio Centaur ocorreu às 1546UTC. O objetivo da missão é o de determinar se a área da cratera Gale tem alguma evidência de ambientes habitáveis passados ou atuais. Estes estudos serão parte de um exame mais alargado dos processos passados e atuais na atmosfera de Marte e na sua superfície. As pesquisas irão utilizar 10 instrumentos transportados pelo rover e que irá suportar a sua utilização ao proporcionar a mobilidade, capacidades de aquisição de amostras, fornecimento de energia e comunicações. A massa total no lançamento foi de 3.893 kg, dos quais 899 kg correspondem ao Curiosity, 2.401 kg correspondem ao sistema de entrada, descida e aterragem (escudo aerodinâmico e estágio de descida abastecido), e 539 kg correspondem ao estágio de cruzeiro abastecido.


Cientistas preparando a curiosity para o lançamentoO Curiosity transporta uma variada carga científica num total de 10 instrumentos (70 kg), sendo o Alpha Particle X-ray Spectrometer, a Chemistry and Camera, a Chemistry and Mineralogy, o Dynamic Albedo of Neutrons, o Mars Descent Imager, o Mars Hand Lens Imager, a Mast Camera, o Radiation Assessment Detector, a Rover Environmental Monitoring Station, e o Sample Analysis at Mars. Para o fornecimento de energia o Curiosity transporta um gerador termonuclear de radio-isótopos e baterias de íons de lítio.


Ilustração simulando a curiosity no solo de Marte

Se tudo correr bem, o Curiosity irá atingir o planeta vermelho entre as 0500UTC e as 0530UTC do dia 6 de Agosto de 2012, descendo a 4,5º latitude Sul e 137,4º longitude Este no interior da cratera Gale. A sua missão primária terá uma duração de 98 semanas (um ano marciano).


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