21.10.12
A primeira imagem colorida da superfície de Titã
21-10-2012
Essa imagem foi capturada pela sonda Huygens, da Agência Espacial Européia, durante a sua descida de sucesso e pouso em Titã. Essa é uma imagem colorida, obtida após um processamento que adicionou a ela dados espectrais, e deu assim uma melhor indicação da cor verdadeira da superfície. Inicialmente pensados como sendo rochas ou blocos de gelo, eles têm tamanhos de seixos.
Os dois objetos rochosos um pouco abaixo do centro da imagem têm 15 cm (esquerda) e 4 cm (centro) respectivamente, e estão localizados a uma distância de 85 cm da Huygens. A superfície é mais escura do que originalmente se acreditava, consistindo de uma mistura de água e gelo de hidrocarboneto. Existem também evidências de erosão na base desses objetos indicando uma possível atividade fluvial.
Fontes e Créditos: Cienctec
19.10.12
Cientistas tentam evitar destruição de sonda a caminho de Plutão
19-10-2012
O planeta-anão teve recentemente descoberta sua quinta lua e esses satélites naturais podem deixar rochas e outros materiais pelo caminho da nave - que viaja a 48 mil km/h.
"Nós descobrimos mais e mais luas orbitando próximo de Plutão - a conta agora está em cinco", diz Alan Stern, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste dos Estados Unidos e principal cientista da missão. "E nós temos que avaliar que estas luas, assim como aquelas ainda não descobertas, agem como geradores de detritos que povoam o sistema de Plutão com restos de colisões entre essas luas e pequenos objetos do Cinturão de Kuiper."
"Porque a nossa espaçonave está viajando tão rápido, uma colisão com um simples seixo ou até um grão milimétrico pode danificar ou destruir a New Horizons", diz Hal Weaver, membro da missão e pesquisador da Universidade Johns Hopkins.
A sonda já passou por sete dos seus nove anos e meio de viagem até o planeta-anão, que fica no Cinturão de Kuiper, e os cientistas tentam agora usar cada ferramenta disponível - de gigantescos telescópios no solo e o Hubble a simulações em supercomputadores - para encontrar objetos na órbita de Plutão.
Ao mesmo tempo, eles estudam rotas alternativas, mas que sejam mais seguras para a nave. Há a possibilidade, inclusive, de a nave passar por uma distância maior de Plutão do que o planejado, mas que permitiria à missão ainda atingir seus objetivos principais de estudo.
Pesquisadores da Nasa - a agência espacial americana - estão preocupados com a possibilidade de a sonda New Horizons colidir com algum objeto no seu caminho para Plutão
O planeta-anão teve recentemente descoberta sua quinta lua e esses satélites naturais podem deixar rochas e outros materiais pelo caminho da nave - que viaja a 48 mil km/h.
"Nós descobrimos mais e mais luas orbitando próximo de Plutão - a conta agora está em cinco", diz Alan Stern, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste dos Estados Unidos e principal cientista da missão. "E nós temos que avaliar que estas luas, assim como aquelas ainda não descobertas, agem como geradores de detritos que povoam o sistema de Plutão com restos de colisões entre essas luas e pequenos objetos do Cinturão de Kuiper."
"Porque a nossa espaçonave está viajando tão rápido, uma colisão com um simples seixo ou até um grão milimétrico pode danificar ou destruir a New Horizons", diz Hal Weaver, membro da missão e pesquisador da Universidade Johns Hopkins.
A sonda já passou por sete dos seus nove anos e meio de viagem até o planeta-anão, que fica no Cinturão de Kuiper, e os cientistas tentam agora usar cada ferramenta disponível - de gigantescos telescópios no solo e o Hubble a simulações em supercomputadores - para encontrar objetos na órbita de Plutão.
Ao mesmo tempo, eles estudam rotas alternativas, mas que sejam mais seguras para a nave. Há a possibilidade, inclusive, de a nave passar por uma distância maior de Plutão do que o planejado, mas que permitiria à missão ainda atingir seus objetivos principais de estudo.
Créditos: Terra
Curiosity estudará novas partículas brilhantes achadas em Marte
19-10-2012
A sonda Curiosity estudará pequenas partículas brilhantes que encontrou durante suas primeiras escavações em Marte, que inicialmente se pensou que poderiam ser restos de cabos, informaram nesta quinta-feira cientistas da Nasa (a agência espacial americana).
Ao recolher sua primeira amostra de solo marciano no início de outubro, o robô descobriu um pequeno objeto brilhante, que despertou a curiosidade dos cientistas. Entre as hipóteses ventiladas foi que poderia tratar-se de um resto de cabo da nave na qual foi transportado o robô até Marte em agosto ou da própria Curiosity. No entanto, o interesse é ainda maior depois que após as duas seguintes escavações na região tenham aparecido mais partículas brilhantes.
"Devemos investigar mais essas pequenas partículas brilhantes", afirmou em teleconferência o diretor do projeto Curiosity do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), da Nasa, Richard Cook, junto com John Grotzinger, cientista do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). "Não podemos descartar que sejam algo feito pelo homem, mas não acho que sejam", declarou Grotzinger, acrescentando que nas próximas semanas darão ordens à câmera de alta resolução ChemCam para que se aproxime das novas partículas e envie os dados à Terra.
A primeira missão da Curiosity foi limpar a área onde aterrissou de possíveis restos, para evitar que a contaminação do entorno possa afetar à missão. Os cientistas estão trabalhando com as sondas que orbitam o Planeta Vermelho para documentar as marcas deixadas pelo robô já que acreditam que os ventos marcianos irão apagá-las. Em paralelo, o robô começou a utilizar o instrumento para analisar quimicamente os minerais (CheMin), no qual introduziu um fragmento de rocha do tamanho de uma aspirina, cujos resultados serão conhecidas nas próximas semanas.
Durante os dois anos que durará sua missão, a Curiosity utilizará os dez instrumentos que leva a bordo para comprovar se na área de estudo existiram condições ambientais favoráveis para a vida microbiana.
A sonda Curiosity estudará pequenas partículas brilhantes que encontrou durante suas primeiras escavações em Marte, que inicialmente se pensou que poderiam ser restos de cabos, informaram nesta quinta-feira cientistas da Nasa (a agência espacial americana).
Ao recolher sua primeira amostra de solo marciano no início de outubro, o robô descobriu um pequeno objeto brilhante, que despertou a curiosidade dos cientistas. Entre as hipóteses ventiladas foi que poderia tratar-se de um resto de cabo da nave na qual foi transportado o robô até Marte em agosto ou da própria Curiosity. No entanto, o interesse é ainda maior depois que após as duas seguintes escavações na região tenham aparecido mais partículas brilhantes.
"Devemos investigar mais essas pequenas partículas brilhantes", afirmou em teleconferência o diretor do projeto Curiosity do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), da Nasa, Richard Cook, junto com John Grotzinger, cientista do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). "Não podemos descartar que sejam algo feito pelo homem, mas não acho que sejam", declarou Grotzinger, acrescentando que nas próximas semanas darão ordens à câmera de alta resolução ChemCam para que se aproxime das novas partículas e envie os dados à Terra.
A primeira missão da Curiosity foi limpar a área onde aterrissou de possíveis restos, para evitar que a contaminação do entorno possa afetar à missão. Os cientistas estão trabalhando com as sondas que orbitam o Planeta Vermelho para documentar as marcas deixadas pelo robô já que acreditam que os ventos marcianos irão apagá-las. Em paralelo, o robô começou a utilizar o instrumento para analisar quimicamente os minerais (CheMin), no qual introduziu um fragmento de rocha do tamanho de uma aspirina, cujos resultados serão conhecidas nas próximas semanas.
Durante os dois anos que durará sua missão, a Curiosity utilizará os dez instrumentos que leva a bordo para comprovar se na área de estudo existiram condições ambientais favoráveis para a vida microbiana.
Créditos: Terra
Longa e sinuosa estrada: Cassini celebra 15 anos
19-10-2012
O Gráfico acima, mostra as órbitas em torno do sistema de Saturno. A sonda Cassini comemorou ontem 15 anos de condução ininterrupta, ganhando um lugar entre os guerreiros da estrada interplanetária. Desde o seu lançamento dia 15 de Outubro de 1997, a sonda já registou mais de 6,1 bilhões de quilômetros de exploração - o suficiente para dar a volta à Terra mais de 152.000 vezes.
Depois de passar por Vênus duas vezes, pela Terra, e depois por Júpiter a caminho de Saturno, a Cassini entrou em órbita do planeta em 2004, e aí tem passado os seus últimos oito anos, juntamente com os seus anéis brilhantes e as suas intrigantes luas. E, para que não seja acusada de se recusar a escrever para casa, a Cassini enviou de volta, até agora, cerca de 444 gigabytes de dados científicos, incluindo mais de 300.000 imagens.
Mais de 2.500 artigos foram publicados em revistas científicas com base nos dados da Cassini, descrevendo a descoberta da pluma de água gelada e partículas orgânicas expelidas da lua Encelado; as primeiras vistas dos lagos de hidrocarbonetos da maior lua de Saturno, Titã; a revolta atmosférica de uma monstruosa tempestade em Saturno e muitos outros fenômenos curiosos. "À medida que a Cassini realiza o estudo mais profundo de um planeta gigante até à data, a sonda tem percorrido a mais complexa trajetória assistida pela gravidade jamais tentada," afirma Robert Mitchell, gestor do programa no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA.
"Cada passagem rasante por Titã, por exemplo, é como passar um fio pelo buraco de uma agulha. E já o fizemos 87 vezes até agora, com precisões geralmente dentro dos 1,6 km, tudo controlado a partir da Terra a cerca de 1,5 bilhões de quilômetros de distância." A complexidade vem, em parte, do alinhamento de visitas a mais de uma dúzia das mais de 60 luas de Saturno e, por vezes, balançando-se para obter vistas dos pólos do planeta e das luas.
A Cassini depois percorre o seu caminho de volta até ao equador do planeta, enquanto permanece no percurso para atingir o seu próximo alvo. As direções que os planeadores da missão comandam também têm que ter em consideração as influências gravitacionais das luas e de uma fonte limitada de combustível. "Fico orgulhoso em dizer que a Cassini realizou tudo isto a cada ano dentro do orçamento, com relativamente poucos problemas de saúde," afirma Mitchell.
"A Cassini está a entrar na sua meia-idade, com os sinais associados à passagem dos anos, mas está de muito boa saúde e não exige qualquer cirurgia de grande porte." A pintura branca e macia da antena de alto-ganho provavelmente agora está áspera ao toque, e algumas das coberturas em redor do corpo da sonda estão provavelmente salpicadas por pequenos buracos feitos por micrometeoróides.
Mas a Cassini ainda mantém redundância no seus sistemas críticos de engenharia, e a equipe espera que envie mais alguns milhões de bytes de dados científicos à medida que continua a cheirar, provar, ver e ouvir o sistema de Saturno. E isto é uma coisa boa, porque a Cassini ainda tem uma missão única e ousada pela frente. A Primavera só recentemente começou no hemisfério Norte de Saturno e suas luas, por isso os cientistas estão apenas começando a entender as alterações provocadas pela mudança das estações.
Nenhuma outra nave espacial foi até agora capaz de observar tal transformação num planeta gigante. A partir de Novembro de 2016, a Cassini começará uma série de órbitas que a aproximarão cada vez mais de Saturno. Estas órbitas chegam mesmo ao limite exterior do anel F de Saturno, o mais exterior dos anéis principais. Então, em Abril de 2017, um encontro final com Titã colocará a Cassini numa trajetória que passará por dentro do anel mais interior de Saturno, muito perto do topo da atmosfera de Saturno. Depois de 22 destas passagens rasantes, a perturbação gravitacional de um distante e final encontro com Titã aproximará ainda mais a Cassini.
A 15 de Setembro de 2017, após a entrada na atmosfera de Saturno, a sonda será esmagada e vaporizada pela pressão e temperatura do abraço final de Saturno, para proteger mundos como Encelado e Titã, com oceanos de água líquida por baixo das suas crostas gelada que podem abrigar condições para a vida. "A Cassini tem ainda muitos quilômetros para percorrer antes do seu descanso final, e muitas mais perguntas que nós, cientistas, queremos ver respondidas," afirma Linda Spilker, cientista do projeto Cassini no JPL.
"De fato, as suas últimas órbitas poderão ser as mais emocionantes, porque vamos ser capazes de descobrir como é estar tão perto do planeta, com dados que não podem ser recolhidos de outra maneira."
Créditos: Astronomia On-line
Mistério sobre desaceleração de sonda espacial é possivelmente solucionado
19-10-2012
Duas sondas espaciais norte-americanas lançadas em 1972 e 1973, respectivamente a Pioneer 10 e a Pionner 11 da Nasa, têm intrigado cientistas por décadas.
As Pioneers começaram uma estranha desaceleração de cerca de 0,9 nanômetros por segundo quadrado, voltando novamente em direção ao Sol. Mas o que estaria causando essa aceleração negativa? Tantas idéias já foram estudadas que pesquisadores levantaram até mesmo a hipótese de estarmos perante uma nova força da natureza que contradiria a Teoria da Relatividade Geral de Einstein. Em julho deste ano, a solução para o mistério parecia finalmente ter aparecido.
Pesquisadores da Jet Propulsion Laboratory (JPL) da Nasa tinham afirmado que a Anomalia Pioneer (como é conhecido o fenômeno), estava sendo ocasionada pelo calor emanado da corrente elétrica que flui através dos instrumentos e do fornecimento de energia termoelétrica das sondas. Embora o calor seja sutil, pesquisadores acreditavam que ele seria capaz de empurrar a nave espacial ligeiramente para trás.
O pesquisador Sergei Kopeikin, da Universidade de Missouri (EUA) não acredita que a hipótese do calor esteja correta. De acordo com o astrônomo, essa teoria só é capaz de explicar de 15 a 20% do fenômeno. Para ele, o motivo que ocasiona a Anomalia Pioneer tem relação com a expansão do universo. Kopeikin desenvolveu um novo conjunto de cálculos para explicar o fenômeno, considerando a expansão do universo e a forma que isso afeta o movimento de fótons que formam a luz e ondas de rádio – pois é a partir disso que é possível medir grandes distâncias no universo.
Para medir a velocidade das sondas, os cientistas da Nasa que levantaram a hipótese do calor como o motivo da desaceleração transmitiram feixes de ondas de rádio para a nave, e esperaram seu retorno à Terra (efeito chamado de Doppler-tracking). A velocidade das sondas pode assim ser determinada através da medição do tempo que os fótons demoram para voltar para o nosso planeta. Mas Kopeikin percebeu que os fótons estavam se movendo a uma velocidade diferente do que é previsto pela teoria de Newton – o que deu a impressão de desaceleração. Em outras palavras, as sondas Pioneer não estão desacelerando, como acreditamos por décadas. Mas como o universo está se expandindo e as naves estão muito longe, temos a falsa sensação da diminuição de velocidade.
Se Kopeikin estiver certo, sua descoberta e cálculos irão mudar a maneira como os astrônomos medem a velocidade de objetos a distâncias extremas. As sondas espaciais Pioneer 10 e 11 estão entre as primeiras sondas enviadas pelo programa de exploração espacial da Nasa. Elas tinham, como objetivo primário, explorar o meio interplanetário para além da órbita de Marte, investigar o cinturão de asteróides, explorar Júpiter e mapear Saturno e Júpiter.
No início dos anos 80, observou-se uma desaceleração nas naves espaciais, em direção ao Sol. Esse fato foi inicialmente desprezado, pois cientistas acreditavam que o efeito era devido a algum fluxo de propulsão do combustível deixado nas linhas depois dos controladores terem desligado o propulsor. Só em 1998, quando um grupo de cientistas descobriu o que parecia uma desaceleração real que contradizia a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, é que a Anomalia Pioneer começou a gerar polêmica e ser estudada mais a fundo.
Fontes e Créditos: Hypescience
NASA lança “mini satélites” a partir de estação espacial
19-10-2012
No dia 4 de outubro de 1957, foi lançado pela primeira vez um satélite em órbita, o russo Sputnik 1, dando início à “Era Espacial”. No 55º aniversário do lançamento, a NASA realizou algo que era impensável na época do Sputnik 1: lançar satélites a partir de uma estação espacial. A operação foi executada por membros da Expedição 33 da Estação Espacial Internacional (ISS). Foram lançados cinco satélites cubesats, que, embora muito menores do que os modelos mais comuns (têm em média 10 cm de largura), podem ser de grande ajuda em pesquisas espaciais feitas em universidades e centros tecnológicos.
Colocar os “mini satélites” em órbita exigiu um planejamento cuidadoso. “Conduzimos toda uma análise para garantir que seria algo seguro de se fazer a partir da estação, não apenas em relação ao lançamento propriamente dito, mas também no transporte dos satélites para dentro da estação”, explica Andres Martinez, do projeto Ames da NASA. A estrutura usada para lançar os satélites, desenvolvida pela agência espacial japonesa JAXA, é do tamanho de uma gaiola para animais pequenos.
Um dos “mini satélites” lançados, o TechEdSat, foi desenvolvido por alunos da Universidade Estadual de San Jose (EUA), com apoio da NASA, que, segundo Martinez, garantiu que eles estivessem preparados para cumprir rigorosos padrões de design e de processo de desenvolvimento. Periodicamente, o TechEdSat irá enviar dados sobre sua temperatura e órbita e outras informações que ajudem os alunos a entender mais sobre o ambiente espacial.
Outro dos cubesats, chamado F-1, é fruto de uma colaboração entre a desenvolvedora NanoRacks, a Universidade de Uppsala (Suécia) e a Universidade FPT (Vietnã). Já os demais (RAIKO, WE WISH e FITSAT-1) foram desenvolvidos por diversas instituições em conjunto com a JAXA.
Um deles (FITSAT-1) foi construído para enviar mensagens em código morse usando luz, para que pesquisadores do Instituto Fukuoka de Tecnologia (Japão) possam testar técnicas de comunicação óptica. Como nenhum dos cubesats tem instrumentos de “manobra”, suas órbitas tiveram de ser previamente calculadas, fazendo com que o risco de colisão seja muito baixo.
Com o sucesso da operação, a NASA está no caminho de diminuir o custo de acesso ao espaço por civis – lançar satélites a partir de uma estação espacial, apesar dos desafios, é mais barato do que fazê-lo da Terra.
Ainda não há planos da NASA e da JAXA para repetir a experiência, mas, de acordo com Martinez, há “uma porção” de alunos e engenheiros que estão ansiosos para participar.
No dia 4 de outubro de 1957, foi lançado pela primeira vez um satélite em órbita, o russo Sputnik 1, dando início à “Era Espacial”. No 55º aniversário do lançamento, a NASA realizou algo que era impensável na época do Sputnik 1: lançar satélites a partir de uma estação espacial. A operação foi executada por membros da Expedição 33 da Estação Espacial Internacional (ISS). Foram lançados cinco satélites cubesats, que, embora muito menores do que os modelos mais comuns (têm em média 10 cm de largura), podem ser de grande ajuda em pesquisas espaciais feitas em universidades e centros tecnológicos.
Colocar os “mini satélites” em órbita exigiu um planejamento cuidadoso. “Conduzimos toda uma análise para garantir que seria algo seguro de se fazer a partir da estação, não apenas em relação ao lançamento propriamente dito, mas também no transporte dos satélites para dentro da estação”, explica Andres Martinez, do projeto Ames da NASA. A estrutura usada para lançar os satélites, desenvolvida pela agência espacial japonesa JAXA, é do tamanho de uma gaiola para animais pequenos.
Um dos “mini satélites” lançados, o TechEdSat, foi desenvolvido por alunos da Universidade Estadual de San Jose (EUA), com apoio da NASA, que, segundo Martinez, garantiu que eles estivessem preparados para cumprir rigorosos padrões de design e de processo de desenvolvimento. Periodicamente, o TechEdSat irá enviar dados sobre sua temperatura e órbita e outras informações que ajudem os alunos a entender mais sobre o ambiente espacial.
Outro dos cubesats, chamado F-1, é fruto de uma colaboração entre a desenvolvedora NanoRacks, a Universidade de Uppsala (Suécia) e a Universidade FPT (Vietnã). Já os demais (RAIKO, WE WISH e FITSAT-1) foram desenvolvidos por diversas instituições em conjunto com a JAXA.
Um deles (FITSAT-1) foi construído para enviar mensagens em código morse usando luz, para que pesquisadores do Instituto Fukuoka de Tecnologia (Japão) possam testar técnicas de comunicação óptica. Como nenhum dos cubesats tem instrumentos de “manobra”, suas órbitas tiveram de ser previamente calculadas, fazendo com que o risco de colisão seja muito baixo.
Com o sucesso da operação, a NASA está no caminho de diminuir o custo de acesso ao espaço por civis – lançar satélites a partir de uma estação espacial, apesar dos desafios, é mais barato do que fazê-lo da Terra.
Ainda não há planos da NASA e da JAXA para repetir a experiência, mas, de acordo com Martinez, há “uma porção” de alunos e engenheiros que estão ansiosos para participar.
Créditos: Hypescience
O melhor momento para assistir a chuva de meteoros do cometa Halley
19-10-2012
Para quem gosta de fazer pedidos para estrelas cadentes, aqui vai uma dica quente: na madrugada de domingo, vai dar para fazer uns 60 pedidos por hora, uma média de um por minuto. Estamos em plena época da chuvas de meteoros conhecida como orionídas, por que seu radiante está na direção aproximada da constelação de Órion.
As chuvas de meteoros orionídas são criadas pelos detritos do cometa Halley, e acontecem na metade do mês de outubro. Desde o ano 2006, a chuva de meteoros orionídas tem proporcionado belos espetáculos, com 60 ou mais meteoros por hora. Nada menos é esperado para este ano. Para quem quiser assistir o espetáculo, é preciso procurar um lugar longe da poluição luminosa das cidades (poluição luminosa é como os astrônomos chamam o excesso de luz das cidades, que ao iluminar a poeira suspensa na atmosfera, cria um halo luminoso que dificulta a observação das estrelas mais fracas).
Como equipamento adicional, eu acrescentaria uma cadeira confortável, um chimarrão (ou uma térmica de café) e um cobertor por causa do frio da madrugada. Cuidado para não ficar muito confortável e acabar dormindo… Como o radiante está próximo da constelação de Órion, o melhor é olhar naquela direção, a partir da uma hora da madrugada. Se você não sabe qual é a constelação de Órion, procure pelas “Três Marias”, que devem se elevar a leste, perto da meia-noite. O espetáculo vai até o céu clarear.
Os cometas são descritos apropriadamente como bolas de gelo sujo. Quando esta bola de gelo se aproxima do Sol, começa a criar jatos de vapor. Estes jatos de vapor arrastam consigo partículas do cometa que, apesar de se afastarem do mesmo, continuam essencialmente a fazer uma órbita em torno do Sol, bastante parecida com a do cometa de onde saíram. Estas partículas sólidas são geralmente menores que um grão de areia, e queimam ao entrar em alta velocidade na nossa atmosfera, desaparecendo antes de tocar o chão.
Outra forma pela qual são produzidas as chuvas de meteoros parece estar associada à destruição ou ruptura do cometa. Como estas partículas seguem a mesma órbita do cometa original, a chuva de meteoros acontece sempre que a Terra atravessa a sua órbita original. Outra consequência de terem a mesma órbita do cometa do qual saíram é que todos os meteoros parecem vir do mesmo ponto do céu, chamado de “radiante”.
Esta é a maneira de diferenciar um meteoro que pertencente a uma chuva de meteoros de um meteoro comum.
Para quem gosta de fazer pedidos para estrelas cadentes, aqui vai uma dica quente: na madrugada de domingo, vai dar para fazer uns 60 pedidos por hora, uma média de um por minuto. Estamos em plena época da chuvas de meteoros conhecida como orionídas, por que seu radiante está na direção aproximada da constelação de Órion.
As chuvas de meteoros orionídas são criadas pelos detritos do cometa Halley, e acontecem na metade do mês de outubro. Desde o ano 2006, a chuva de meteoros orionídas tem proporcionado belos espetáculos, com 60 ou mais meteoros por hora. Nada menos é esperado para este ano. Para quem quiser assistir o espetáculo, é preciso procurar um lugar longe da poluição luminosa das cidades (poluição luminosa é como os astrônomos chamam o excesso de luz das cidades, que ao iluminar a poeira suspensa na atmosfera, cria um halo luminoso que dificulta a observação das estrelas mais fracas).
Como equipamento adicional, eu acrescentaria uma cadeira confortável, um chimarrão (ou uma térmica de café) e um cobertor por causa do frio da madrugada. Cuidado para não ficar muito confortável e acabar dormindo… Como o radiante está próximo da constelação de Órion, o melhor é olhar naquela direção, a partir da uma hora da madrugada. Se você não sabe qual é a constelação de Órion, procure pelas “Três Marias”, que devem se elevar a leste, perto da meia-noite. O espetáculo vai até o céu clarear.
Os cometas são descritos apropriadamente como bolas de gelo sujo. Quando esta bola de gelo se aproxima do Sol, começa a criar jatos de vapor. Estes jatos de vapor arrastam consigo partículas do cometa que, apesar de se afastarem do mesmo, continuam essencialmente a fazer uma órbita em torno do Sol, bastante parecida com a do cometa de onde saíram. Estas partículas sólidas são geralmente menores que um grão de areia, e queimam ao entrar em alta velocidade na nossa atmosfera, desaparecendo antes de tocar o chão.
Outra forma pela qual são produzidas as chuvas de meteoros parece estar associada à destruição ou ruptura do cometa. Como estas partículas seguem a mesma órbita do cometa original, a chuva de meteoros acontece sempre que a Terra atravessa a sua órbita original. Outra consequência de terem a mesma órbita do cometa do qual saíram é que todos os meteoros parecem vir do mesmo ponto do céu, chamado de “radiante”.
Esta é a maneira de diferenciar um meteoro que pertencente a uma chuva de meteoros de um meteoro comum.
Créditos: Hypescience
Foi descoberto o sistema solar mais compacto!
19-10-2012
A estrela KOI-500 tem a mesma massa do Sol, tem 74% do diâmetro solar, tem uma idade de 1 bilhão de anos (é uma jovem, comparada com os 5 bilhões de anos de idade do Sol), e encontra-se a 1.100 anos-luz de distância da Terra. Uma equipe de astrônomos descobriu que esta estrela tem 5 planetas na sua órbita!
O tamanho destes planetas é bastante parecido o da Terra (os tamanhos vão de 1,3 a 2,6 vezes o tamanho da Terra; ou seja são planetas como a Terra e super-terras). Poderia-se pensar que é um sistema solar semelhante ao nosso. No entanto, estes 5 planetas estão bastante perto da estrela.
Mesmo o que está mais longe, está 12 vezes mais perto da estrela que a Terra está do Sol. Enquanto a Terra demora 365 dias a dar uma volta ao redor do Sol, Mercúrio – o planeta mais próximo do Sol – demora somente 88 dias terrestres. Ou seja, Mercúrio já está bastante perto do Sol, daí orbitar em muito menos tempo que a Terra. Estes 5 planetas em órbita de KOI-500 estão tão próximos da sua estrela, que as suas órbitas demoram: 1 dia, 3,1 dias, 4,6 dias, 7,1 dias e 9,5 dias!
Os planetas não só estão pertíssimo da estrela, mas obviamente estão bastante próximos uns dos outros! Por incrível que pareça, as órbitas parecem bastante estáveis, e por isso os planetas não parecem estar em perigo de colidirem entre eles, de serem expelidos do sistema, nem de caírem na estrela. E ainda existe mais uma característica importante: os 4 planetas mais longe da estrela têm órbitas sincronizadas. A cada 191 dias, estão exatamente na mesma configuração orbital. É a primeira vez que se encontra uma dança de 4 planetas sincronizados! Quase de certeza que os planetas não se formaram onde estão agora.
Eles provavelmente estavam muito mais espaçados, mas depois migraram para perto da estrela. Mais um sistema planetário descoberto que nem teoricamente se imaginou nem sequer a ficção científica imaginou! Mais uma vez, prova-se: a realidade é muito mais estranha do que a ficção imagina!
A estrela KOI-500 tem a mesma massa do Sol, tem 74% do diâmetro solar, tem uma idade de 1 bilhão de anos (é uma jovem, comparada com os 5 bilhões de anos de idade do Sol), e encontra-se a 1.100 anos-luz de distância da Terra. Uma equipe de astrônomos descobriu que esta estrela tem 5 planetas na sua órbita!
O tamanho destes planetas é bastante parecido o da Terra (os tamanhos vão de 1,3 a 2,6 vezes o tamanho da Terra; ou seja são planetas como a Terra e super-terras). Poderia-se pensar que é um sistema solar semelhante ao nosso. No entanto, estes 5 planetas estão bastante perto da estrela.
Mesmo o que está mais longe, está 12 vezes mais perto da estrela que a Terra está do Sol. Enquanto a Terra demora 365 dias a dar uma volta ao redor do Sol, Mercúrio – o planeta mais próximo do Sol – demora somente 88 dias terrestres. Ou seja, Mercúrio já está bastante perto do Sol, daí orbitar em muito menos tempo que a Terra. Estes 5 planetas em órbita de KOI-500 estão tão próximos da sua estrela, que as suas órbitas demoram: 1 dia, 3,1 dias, 4,6 dias, 7,1 dias e 9,5 dias!
Os planetas não só estão pertíssimo da estrela, mas obviamente estão bastante próximos uns dos outros! Por incrível que pareça, as órbitas parecem bastante estáveis, e por isso os planetas não parecem estar em perigo de colidirem entre eles, de serem expelidos do sistema, nem de caírem na estrela. E ainda existe mais uma característica importante: os 4 planetas mais longe da estrela têm órbitas sincronizadas. A cada 191 dias, estão exatamente na mesma configuração orbital. É a primeira vez que se encontra uma dança de 4 planetas sincronizados! Quase de certeza que os planetas não se formaram onde estão agora.
Eles provavelmente estavam muito mais espaçados, mas depois migraram para perto da estrela. Mais um sistema planetário descoberto que nem teoricamente se imaginou nem sequer a ficção científica imaginou! Mais uma vez, prova-se: a realidade é muito mais estranha do que a ficção imagina!
Créditos: AstroPT















